sexta-feira, 19 de março de 2010

Alice in Wonderland - Tim Burton

Alice in Wonderland é um belíssimo filme. Não é o melhor de Tim Burton; não tão romanticamente belo e profundo como Big Fish ou tão inovador como Eduardo Mãos-de-Tesoura, mas é maravilhoso. Muito bem criado e pensado, tem momentos brilhantes. Ainda assim, penso que torna tudo um pouco "adulto" de mais, e perde aquela inocência e toque mágico da Alice dos desenhos animados, e considero que ganharia em apostar nessa meninice mais acentuada em alguns momentos. Sendo a comparação inevitável, como é óbvio, de qualquer modo, alguns personagens estão fabulosos e perfeitamente conseguida a sua reinvenção, e é disso que se trata. O Chapeleiro é genial, o sotaque, o cabelo, os olhos, lindo. A Rainha de Copas também fantástica, ou não fossem Johnny Depp e Helena Bonham Carter os grandes parceiros de Burton e contribuidores da concretização da sua obra, em mais um filme.
A menina Alice está irrepreensível, deixando de lado a tentação perigosa de lamechice foleira ou doçura enjoativa, e revelando uma Alice lutadora, entre realista e idealista que permite todas as interpretações da autora e várias nuances que se apresentam escondidas na história e nos personagens.
Irritante e descabida é aquela coisa dos óculos catitas 3D. É o primeiro filme que vejo desta forma, e confesso que achei ridículo e forçado. Não me parece que o filme ganhe com esta coisa da tridimensionalidade, e dá ideia que colocaram umas coisitas em 3D para que assim fosse, já que é agora o que está na berra, e sempre se vendem mais uns milhões valentes de óculos... Enfim, apesar de tudo, os óculos valem quando surge no écran o encantador Gato Cheshire, e aí sim, a coisa ganha impacto e profundidade num gato que está brilhante e que justificaria por si só, a ida ao cinema...

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