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sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Mundo sem Nós, ALAN WEISMAN

Em "O Mundo sem Nós", Alan Weisman faz um ensaio curioso e magnífico do que seria do nosso planeta se, assim de repente, a humanidade desaparecesse da face do mesmo. Partindo de uma hipótese académica, imagina e prevê alguns desenvolvimentos da vida do planeta depois de desaparecermos, e utilizando exemplos do mundo actual onde já nós não colocamos pé há alguns anos. Uma verdadeira referência, com um recurso a diversos especialistas em variadas matérias, dando um panorama da nossa história enquanto espécie em todos os continentes, do que temos feito ao planeta, desde os contaminantes que deixaremos como herança a várias gerações, a generalização de introdução de espécies exóticas, até ao Canal do Panamá, ao sistema de esgotos de Nova Iorque, e o que seria destes sistemas criados por nós num mundo sem nós para os mantêr funcionais. É um livro que arrepia muitas vezes pela constatação cruel de tanta porcaria que temos feito, mas com uma visão romântica e que dá um certo prazer redentor quando divaga sobre o que se tornaria este planeta depois de partirmos, o que deixa perceber que verdadeiramente, sem nós, a Terra se safaria muito bem e se sentiria bem melhor... Um mundo em que as florestas voltariam a invadir os habitats que destruímos e ocupámos, onde a fauna maior poderia voltar a crescer em número de indivíduos e espalhar-se pelas áreas onde outrora esteve, um planeta inteiramente renaturalizado, absorvendo todas as estruturas estranhas e artificiais que criámos, não deixa de ser um cenário encantador. E sobretudo, a percepção que nos deixa sobre o fenómeno da evolução, os seus mecanismos e poder inventivo, afastando a visão normalmente antropocêntrica que inevitavelmente temos dela. É um livro com tantas referências, com tantas ideias e possibilidades de pesquisa, que dentro do que recolhi, tentarei dar mais exemplos futuramente, desde lugares do nosso planeta a movimentos e ideologias pelo livro referidas.

Deixo apenas estas passagens, que acho demonstrativas:
"Em NY, o estorninho europeu - hoje uma praga aviária do Alaska até ao México - foi introduzido porque alguém achou que a cidade ficaria mais culta se o Central Park albergasse todas as espécies de pássaros citadas por Shakespeare."

"Os humanos acabarão por se extinguir. Tudo se extinguiu, até agora. É como a morte: não há razão para pensarmos que somos diferentes. Mas a vida irá continuar." por Doug Erwin

"Haverá muitas surpresas. Admitamo-lo: quem é que poderia ter previsto a existência das tartarugas? Quem poderia ter imaginado que um organismo se iria virar do avesso, empurrando a sua omoplata para dentro das costelas e formar uma carapaça? Se as tartarugas não existissem, nenhum biólogo de vertebrados iria sugerir que iria acontecer uma coisa assim: seria a risota de todos. A única previsão que podemos fazer é que a vida irá continuar. E que será interessante." por Doug Erwin

Resta dizer que o livro é editado em Portugal pela Estrela Polar, apesar da tradução não ser das melhores, lê-se. mais info aqui

segunda-feira, 23 de março de 2009

Forest in a Bottle

Formidável... Para quem não conseguiu ver, como eu, na SIC, o documentário pela BBC "Forest in a Bottle" sobre o Montado e a sua biodiversidade. Porque não é necessário voar até à Amazónia ou à remota Austrália para encontrarmos paraísos da vida selvagem: A A2 fica bem mais perto...

http://www.vimeo.com/3357193

sábado, 14 de março de 2009

Corrupção Universitária: o que é isso?!

No seu blog, o magnífico David Marçal continua a chamar a atenção para a endogamia e processos algo criticáveis (no mínimo...) de contratação e do carreirismo nas universidades portuguesas. A partir do site espanhol http://www.corruptio.com/ que denuncia situações de corrupção nas suas universidades, coloca algumas questões pertinentes e que parecem preocupar muito pouco as pessoas deste país. Até quando?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CHARLES DARWIN


Há que dizê-lo: ninguém sabe patavina do que foi Darwin, do que teorizou e comprovou, do que realmente se trata e do que significa. Ah, evolução e tal. A origem das espécies, o homem vem do macaco e para lá caminha novamente (este acréscimo já é meu...) e tá tudo dito. Cantigas, meus amigos. Letra... O que safou verdadeiramente Darwin é ter-se tornado uma figura iconográfica, quase uma imagem de marca no mundo actual. A sua imagem fica na cabeça, é identificável e especial, corre mundo, é um ícone pop como Che Guevara ou Andy Warhol na sociedade actual. O resto pouco interessa à malta. É até uma certa ironia: o que levou Charles Darwin a sobreviver até aos dias de hoje, não foram as suas teorias ou trabalho científico brilhantes, mas simplesmente aquela testa careca, aquele sobrolho carregado e a peculiar barbinha.
Selecção Natural?! Até a selecção natural já não é o que era...
(espero que não levem a mal este pequeno devaneio)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DOUTORES A MARTELO!

"A massificação dos doutoramentos, que triplicaram em dez anos, abriu a porta ao negócio e à falsificação. Vendem-se teses por milhares de euros e alguns são plágios. Só pontualmente é que os professores dão conta de que se trata de cópias, facilitadas pelas bases de dados na Internet."
Confesso que fiquei abismado com esta notícia... [aqui]. É certo que fazia uma ideia, nunca imaginei que tivesse esta dimensão. É que miúdos de secundário a retirarem uns trabalhitos à pressão da internet ainda é compreensível, apesar de muito mau sinal. Mas isto ultrapassa o razoável. Acredito que sejam sobretudo doutoramentos nas áreas de Letras e Ciências Humanas (em outras áreas considero mais complicado, apenas porque tem de haver um mínimo de trabalho prático sério, ou então não...) mas não deixa de ser preocupante.
Plagiar uma tese de doutoramento, fazer corte e costura da web, comprar um trabalho científico desta importância, encarar desta forma tão leviana uma coisa deste tipo é inclassificável. Nós, que gostamos tanto de reclamar o tão famoso dinheiro público, dinheiro que sai do bolso dos contribuintes, devemos também pensar seriamente nisto. Devemos perceber que muitas destas pseudo-teses e destes pseudo-doutores recebem bolsas razoáveis (não dá para enriquecer, é um facto...) durante todo o tempo da sua formação, bolsas que vêm directamente de dinheiro público, o dito cujo.
Pensemos também, e principalmente é o que me preocupa, que muitos destes "doutores" estão sob a orientação directa (ou inexistente...) de docentes universitários, que se nem sequer se apercebem destes absurdos casos, então a coisa está muito mal parada... E se pensarmos que serão estes "doutores" sem ciência e sem carácter, os investigadores duvidosos e futuros docentes das nossas universidades, isto vai começar a ficar complicado.
Dificilmente haverá do Ministério responsável qualquer actuação, infelizmente, sem qualquer responsabilização de doutorandos e orientadores, porque num mundo de aparências, banalidades, superficialidade e pouca essência, é do interesse dos governos em geral e das belas estatísticas em particular (a serem pomposamente apresentadas na UE civilizada e altamente qualificada) termos uma média crescente e vigorosamente galopante de cérebros brilhantes e lentes doutores... Depois estamos cá nós, no país real, para os vermos tristemente imbecis e ignorantes mas com a esperteza suficiente que os leve a ocupar um cargozito não merecido num qualquer gabinete, numa qualquer universidade, recebendo o tal dinheiro público de forma inversamente proporcional ao valor e riqueza que acrescentam ao país (AVISO: se algum "doutor" de Matemática ou MBA em Economia por acaso ler isto e não compreender esta equação, não se mace a lucubrar sobre ela, pesquise no google...).
Num tempo em que o papel e a viabilidade a médio prazo de muitas das nossas universidades começa a ficar comprometido, e em que se percebe que Mestrados (pagos pelos alunos...) servem apenas para financiar as mesmas, e Doutoramentos servem para aumentar o "grau de sapiência" meramente formal e de título, e o nível de qualificação aparente de cada uma delas (já vimos que, nestes casos, ciência e conhecimento há cada vez menos, e que por sua vez, o número de doutorados sempre dá uma ajudinha no acesso ao financiamento), então teremos de pensar no que sobra de útil e de essencial nestas instituições.
Ou então, é o meu mero e simplório grau de licenciado que não me deixa ver mais além...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Portugal sem Nós...

Curiosa esta visão e extrapolação biológica sobre o que seria Portugal sem os portugueses (que dizem que também são humanos...). Um breve ensaio com hipotéticas previsões do que aconteceria ao Portugal dos bichos e plantinhas se nós desaparecessemos daqui, e de como isto se desenvolveria, como as nossas cidades e ambientes antropogénicos seriam invadidos e "utilizados" pelos seres vivos que nos acompanham. Fascinante esta abordagem. A ler no blog de Luís Azevedo Rodrigues, http://blogs.publico.pt/cienciaaonatural/, os posts "Cidades sem pessoas I e II".

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sistemática Criatividade...

Que maravilha!! Deparei-me com este recorte que guardo religiosamente há bastante tempo e considerei que seria digno de publicação, pelo interesse que suscita.. Como biólogo apraz-me muito ter contacto e ampliar o meu conhecimento na área, e este é um exemplo paradigmático do que a biologia do nosso planeta pode fazer e das maravilhas que esta engloba. Que dizer deste ser que vive nas profundezas oceânicas, parece uma planta mas aparenta mais ser um animal (e por isso não consta nas enciclopédias botânicas, claro está!!) E que dizer dos ramos, que não são ramos, são esqueleto? Sendo um animal, não se rega.. (evidente, o que se rega são as plantas, e de estupidez, regam-se os criadores deste ser... ou estupidez ou muito Gin Tónico!) Não há dúvida, este animal, que por acaso até no nome é um equívoco "Planta Neptuno", é um constante paradoxo e bem demonstrativo da magia da Vida, e um autêntico quebra-cabeças para a Sistemática e Taxonomia...

Pois eu, com tanta idiotice condensada, ainda assim já resolvi o mistério: trata-se sem margem para erros, e de acordo com as melhores chaves dicotómicas, da designada "planta de plástico", sendo uma espécie rara deste grupo, porque a mais comum e conhecida são mesmo aquelas rosas idiotas e foleiras vendidas junto com o patinho que chia e deita a língua de fora (outro caso atípico entre os patos...) pelos monhés, de que o famoso "Taliban" de Coimbra é um exemplo típico e simpático... (ou para uma explicação mais científica do "fenómeno" ver aqui)

Para "verde e verdadeiro fenómeno da Natureza" já nos chega o Hulk...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Grande Acelerador de Hadrões... e a Alice

Pergunto-me: Por que raio aparece sempre uma "Alice" metida ao barulho??

Ainda por cima é suposto criar qualquer coisa como isto... Se houver mini buraco negro, já se sabe de quem será a culpa, não é?! Da Alice...