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segunda-feira, 17 de março de 2014

Manifesto pela importação de cérebros, pra variar...

Passos Coelho viaja entre hoje e amanhã para Berlim para encontro com a nossa governadora-mor Angela Merkel. 
Não sei se vamos a tempo, mas eu propunha a contratação imediata pela TAP de dois ou três pilotos malaios para esse voo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Abençoado sejas Paulo Portas! Que és um anjo para os velhinhos... e para os vendedores de submarinos. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Tribunal Constitucional, Passos Coelho e o trabalho forçado...

Nós, portugueses, temos uma tendência natural para ser injustos. Muito injustos. Dizemos e sempre dissemos que há uma classe de juízes privilegiada que ganha muito e faz pouco, e criticamos o governo actual. Pois bem, tomemos consciência que nisso, há que tirar o chapéu a estes senhores, nunca nenhum governo deu tanto trabalho aos juízes aburguesados do Tribunal Constitucional. E neste campo, eu digo, continua Passos, estás a fazer um trabalho do caraças! 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cavaco, qual montanha.

E Cavaco pariu um rato, um coelho e uma cagarra....

quinta-feira, 18 de junho de 2009

votar nestes partidos é lamentável, mas também...

Critica-se a sociedade portuguesa pelos 67% de abstenção nas eleições europeias, mas se um gajo vota duas vezes, é acusado de crime... 
tá certo.

domingo, 7 de junho de 2009

www.bandalarga.paraopovodecastanheiradovouga.pt

É tradição antiga em Portugal que as eleições sirvam de forma de protesto para populações esquecidas e ostracizadas, aproveitando o palco mediático para fazer valer os seus direitos e divulgar as suas angústias. Desde os costumeiros e saudosos pedidos de subida a concelho por algumas povoações, numa justiça que mereciam pelo grau de avanço, de que Canas de Senhorim é o paradigma mais visível e carismático, até ao reivindicar de coisas básicas como saneamento, obras na escola, centro de saúde, transportes e afins, tudo se foi reclamando desde tempos imemoriais. Mas desta vez, há que dizê-lo, Castanheira do Vouga fez história. Assistimos hoje a um pequeno boicote às eleições por populares não identificados, indignados pela ausência intolerável e desumana na localidade dessa coisa a que chamam banda larga! Sim, pasme-se. Como se pode ler no cartaz do protesto, as criancinhas de Castanheira do Vouga, não têm acesso ao famoso Magalhães. Fico sem palavras... Não sei se é pelo facto de serem eleições europeias, não sei, mas que este é um país evoluído ninguém pode negar!!! Isto é de um pós-modernismo comovente. Ainda assim, povo de Castanheira do Vouga, deixai que vos diga, em boa verdade, não sabeis vós no que vos ides meter e o que estais a chamar para a vossa presença. É que isso da banda larga é um cabo das tormentas, que nem o "Magalhães" vos levaria a dobrar. Vão por mim, que isto das coisas modernas e tecnologias de ponta em Portugal são uma dor de cabeça, e são coisas que funcionam bem, mas só lá nas Europas... 

notícia aqui e reportagem aqui

sábado, 6 de junho de 2009

Obama no Cairo, por João Lopes

Porque vale mesmo a pena, transcrevo o post de João Lopes na íntegra.

"O discurso de Barack Obama no Cairo (4 de Junho de 2009) foi tratado nas nossas televisões com a mesma técnica de soundbytes aplicada para abordar as eleições no Sporting. Eis uma opção que, de forma inequívoca, transporta uma visão do mundo e define um modelo de responsabilização jornalística. Por certo, tudo o que se noticiou era verdadeiro — mas a verdade é escassa...Não devemos, por isso, ter medo de formular um juízo de assumida pompa e circunstância: as palavras do Presidente dos EUA, para além de constituirem um prodigioso exercício de ética e política, definem também uma data nas relações dos EUA e, genericamente, do chamado mundo ocidental com o vasto mundo do Islão. Aconteça o que acontecer nessas relações — nomeadamente nas formas de coexistência de israelitas e palestinianos —, haverá sempre um pré e um pós que encontram neste discurso um momento charneira.
Recordando a sua experiência pessoal, Obama disse:>>> (...) Conheci o Islão em três continentes antes de vir à região onde foi revelado. Essa experiência justifica a minha convicção de que a colaboração entre a América e o Islão deve ser baseada naquilo que os Islão é, não naquilo que não é. E considero parte da minha responsabilidade enquanto Presidente dos Estados Unidos lutar contra os estereótipos negativos do Islão onde quer que eles apareçam.<<daqui

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Aliança das Cadeiras....

Uma coisa já percebi, é que PSD e PS tudo farão para se manterem bem agarradinhos a um poder pleno. E se para isso, tiverem até de unir esforços e repartir interesses num bloco central absolutamente absurdo mas que os mantenha a governar, conjugando tudo o que os separa em nome do "interesse e estabilidade do país" eles lá se arranjarão, visto que já nem a "alternância" lhes dá essa possibilidade. A bem dos seus interesses próprios, dos seus cargos maioritários e para que o domínio dos mesmos não lhes escape. A AD entre PS e PSD que se avizinha será o último desígnio desta vida política portuguesa e da realidade triste e medíocre dos nossos partidos, e nada será como dantes. Num futuro próximo, o povo deixá-los-à a falar sozinhos, ridículos nas suas hipócritas e mesquinhas cadeiras de governo da sociedade. Resta saber o que faremos depois disso...

quinta-feira, 26 de março de 2009

triste país...

"Por mais explicações que venham a ser dadas, toda a gente sabe que as verdadeiras razões que estão por trás da decisão de encerrar a Linha do Corgo são de natureza economicista. A exploração não é rentável. Mas o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Carris e muitos troços explorados pela CP também não o são.


Há um custo social que todos os portugueses aceitam pagar para manter muitos serviços públicos deficitários. No caso da Linha do Corgo, o custo social que é necessário suportar é uma gota no oceano de desperdícios e prejuízos que tanto a Refer como a CP têm acumulado ao longo do tempo. Para dezenas de aldeias dos concelhos de Vila Real e Régua, o comboio é ainda hoje o principal meio de transporte. Para muita gente, é mesmo o único. Existe uma auto-estrada a ligar as duas cidades, mas as estradas que ligam as aldeias do vale do Corgo são tão estreitas e sinuosas que, em certos pontos, mal passam dois carros.Viver nestas aldeias já é um fardo pesado. Sem transportes, é um castigo.


Claro que quem decide desconhece esta realidade. Na equação, as pessoas atingidas são reduzidas a números e tratadas com desprezo. Foi sempre assim.

O que choca, neste caso, é constatar que esta política merece o apoio do mesmo Governo que pretende investir 3,8 mil milhões de euros numa linha de alta velocidade entre Lisboa e o Porto. O mesmo Governo que elegeu o Douro como um dos pólos turísticos prioritários para o país e que, no entanto, autorizou a construção de uma barragem no Tua que vai acabar com um dos mais belos troços ferroviários do país. O mesmo Governo que quer povoar a Trás-os-Montes de auto-estradas e não investe um cêntimo no desenvolvimento, ou na manutenção, do caminho-de-ferro na região. O mesmo Governo que, com o fecho das Linhas do Corgo e do Tâmega, dá uma machadada mortal no formidável projecto ferroviário do Douro. Um Governo assim, se não for castigado pelos votos, sê-lo-á, certamente, pela História."

Pedro Garcias (texto completo aqui)


Quanto a isto, o Sr. Presidente diz assim...


E eu pergunto: Este senhor é presidente de quem???

domingo, 18 de janeiro de 2009

4x500metros ou a estupidez ao quadrado...

A indignação continua. Jorge Paiva volta a criticar o projecto do viaduto sobre o Choupal "O ambientalista e botânico Jorge Paiva manifestou-se esta sexta-feira contra a travessia do Choupal por um viaduto, prevista num projecto rodoviário, considerando que constitui «um atentado paisagístico e ambiental», que «vai destruir grande parte» daquela mata nacional, noticia a Lusa." notícia completa aqui.
Pelo JN ficámos a saber que em Portugal, sete organismos, sim, SETE! (ICNB, INAG, IGESPAR, INETI, CCDRC, CCDRN e APA - Agência Portuguesa do Ambiente que constituíram a Comissão de Avaliação (CA) do impacte ambiental da ponte) dando parecer negativo a um projecto e declarando que "Uma nova ponte do IC2 sobre o Mondego e o Choupal, em Coimbra, terá efeitos negativos e permanentes sobre os recursos hídricos, o ambiente sonoro, a componente biológica e os hábitos de quem usa este espaço verde." parecem não ser suficientes e têm muito pouco significado quando a vontade política é imparável e cega... Pena que nem o facto do INETI, entidade tão bem considerada em outras peripécias publico-obreiras, como exemplo paradigmático do rigor e sapiência técnico-científica em Portugal, estar na Comissão ter ajudado.
Mas leia-se o teor da notícia aqui para se dar conta de um resumo bastante evidente e claro do que se trata esta obra e do que dela resultará.
Para o final apoteótico, fica novo artigo do JN, de hoje mesmo, [aqui] com o magnífico título "Quatro travessias em 500 metros de rio" chamando a atenção para a maravilha que será termos um troço de 500m do rio Mondego a ser atravessado por 4 pontes.. Sim, é espantoso! Entre a actual ponte do Açude e a ponte ferroviária distam 500metros, onde serão encaixados magistralmente e de forma engenhosa e engenheira, mais duas travessias, a do IC2 e a do TGV. Espectacular, não há dúvida... Depois do mp3 para nos acompanhar na corridinha matinal pelo Choupal, aqui ficam em primeira mão, os próximos "gadjects" altamente fashion que ninguém dispensará...

domingo, 11 de janeiro de 2009

gaza

Fala-se muito, escreve-se bastante, opina-se e analisa-se. Defende-se uns e outros, atacam-se ambos. Para mim é simples. Não passam de monstros a brincar com vidas, vidas inocentes como qualquer uma das nossas. Lado bom? Não vejo nenhum... Coloco apenas a fotografia que mais me disse, de tudo o que tenho visto e que me faz questionar:
Conseguimos nós verdadeiramente perceber o que será isto?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mário Nunes e a Nossa Senhora

O vereador da Cultura de Coimbra, Mário Nunes, cuja intervenção oratória iluminada tem honras de blog à altura, teve mais uma tirada brilhante, e que denota bem a preocupação do sr. avariador com a cultura da cidade de Coimbra e o nível da sua intervenção e visão de futuro e o papel fundamental que tem tido no desenvolvimento da mesma. Nada em Coimbra será igual depois do trabalho que tem feito, e a marca fica também pela defesa do que realmente interessa nesta área da cultura. Cá fica, a propósito dos recentes e já costumeiros ataques de vandalismo ao Presépio da Praça 8 Maio:
“Desta vez foi uma desgraça. A Nossa Senhora está uma vergonha. Tiraram uma orelha à vaca, dedos aos pastores e aos magos e esfrangalharam braços”.
Rematou assim: “Só me apetece chorar. Estão a brincar com a arte e a memória do artista”.
Chega a ser desarmante e enternecedor... Mas a chorar, já há muito nós estamos, pelo estado a que chegou a actividade cultural em Coimbra. Ou a ausência dela. Valha-nos Nossa Senhora....

domingo, 4 de janeiro de 2009

COIMBRA DO CHOUPAL

Ficámos há uns dias a saber, segundo notícia aqui e aqui, que afinal vamos ser compensados, nós, malta da Lusa Atenas. Finalmente confirmado o projecto de viaduto que servirá as vias IP3/IC2/IC3 e que vai afectar "ligeiramente" a Mata do Choupal de Coimbra. O aval está dado, firmado pelo Ministério do Ambiente. E digo ligeiramente, porque todos sabemos que um corredor de betão e alcatrão de alguns quilómetros a atravessar uma mata, tem tão poucos impactos nesse ecossistema florestal e na vida dos seus bichinhos que mal se notam. Não há ruído, luminosidade, emissões, não há quebra do continuum vegetal, não há nada que possa afectar aquele monte de árvorezinhas que por ali estão, a abrigar uns pardalitos que até vão gostar do "movimento"... Acontece que esta mata não é apenas isso. E digo também que ainda por cima saímos compensados, nós, que vivemos em Coimbra, porque teremos várias árvores plantadas noutro local para podermos delas disfrutar como convém. E lá, onde estão, numa Mata que é só o melhor e mais importante espaço verde de Coimbra (ou era...), até nem fazem tanta falta. No fundo, será maravilhoso, e reflecte bem a visão actual: para os nossos desgovernantes não há árvores, há apenas créditos de carbono, não há ambiente, há economia ambiental, e toca a arranjar uns plátanos pra malta equilibrar a coisa, não vá a desflorestação afectar o balanço de emissões. Mas isto, embora triste, inacreditável e inclassificável, até já sabíamos, tamanha a actividade de um ministério que dizem existir em Portugal, e que dizem ser do ambiente. É mais ao menos, e ironicamente, como o Lince Ibérico no nosso território, dizem que há, mas ninguém o vê... E quando se vê, é para firmar assinatura em mais um projecto que em nada respeita a natureza e o nosso património natural, pelo contrário. Isso também nós já tinhamos percebido. Custa, mas custa ainda mais ter sido este documento assinado por um Sr. Humberto Rosa, secretário estado, que só por acaso se licenciou em Biologia e é Prof. Auxiliar na FCUL. Custa ser um biólogo a assinar um parecer favorável a uma obra deste tipo, numa declaração de impacte ambiental que não coloca sequer soluções e traçados alternativos, e que propõe medidas compensatórias absolutamente ridículas para o impacto que terá no Choupal. É triste, é doloroso. Não se percebe para que servem os EIA em Portugal, não se percebe para que existe o Ministério do Ambiente em Portugal, não percebo o que faz um biólogo num cargo deste tipo, quando tem este tipo de acção (ou inacção), quando o único papel que tem é o de deixar uma assinatura em jeito de parecer redentor em situações sucessivas de crimes ambientais que vão fazendo as delícias dos "evolucionistas" do betão e dos defensores do pseudo-desenvolvimento sob a capa protectora do supremo "interesse público" que tanto nos tira do que temos de melhor no país e nas nossas cidades. Trauteemos então, a letra de José Galhardo, enquanto ainda faz sentido....Coimbra do Choupal, ainda és capital do amor em Portugal, ainda...
Depois disto, talvez que nos reste ainda o amor, talvez... até que o interesse público nos obrigue também a alcatroar o coração.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Previsões Políticas para o Ano 2009

Estou contente. Hoje tivemos uma (pelo menos, uma) boa notícia: A confirmação da candidatura de Pedro Santana Lopes à CM Lisboa (aqui). É um excelente candidato, e depois do retiro espiritual que fez, da reconversão e renascimento político, penso que tem tudo para ganhar. Acredito profundamente (não é ironia) que o Lopes vai novamente lá parar, estou certo. Numa cidade onde os musicais de La Féria são um assombroso sucesso, Pedro Santana Lopes será sempre um excelente candidato...
Acredito também que será este um primeiro impulso no grande objectivo do Lopes, e que estará atingido a breve prazo, e para meu derradeiro deleite, o de fundar um partido próprio. Não tardará, meus amigos, não tardará! Aguardem. Considero, aliás, que a coisa vai animar bastante. Manuel Monteiro abandonou o seu partido, o que leva à enorme probabilidade de fundar um novo, totalmente diferente, pelo menos no nome... Manuel Alegre está inevitavelmente a criar as bases para também ele dar corpo aos votos que congregou e afirmar-se como voz coerente e consistente à esquerda. Será óptimo para o país, um partido de Manuel Alegre, e ajudará muito a renovar o espírito bolorento que anda pelos principais partidos. É pena que o resto da esquerda, sobretudo o PCP não perceba o reforço do papel que poderia ter no país se aceitasse coligação com as outras forças e com Manuel Alegre. Uma esquerda unida e forte seria fundamental e muito útil, na pressão sobre as políticas actuais, e teria seguramente uma adesão sem precedentes. É no mínimo absurdo que PCP insista nesta posição de firmeza ridícula de não adaptação à realidade e não perceba que seriam os primeiros a beneficiar com uma candidatura conjunta. Quanto a Manuel Alegre, é o único que merece umas considerações actualmente. Admiro-o, votei nele para Presidente. Votaria novamente. Uma vez mais é ele a voz mais inconformada, o que resiste, o que diz não. É ele, curiosamente, o verdadeiro paradigma do que é ser oposição. O que chama para o essencial, alerta, critica, tem voto próprio, opiniões e posições, não joga pelo seguidismo em que se tornou o parlamento e a dupla PS/PSD, e ao mesmo tempo assume-se agora numa última convicção, a da renovação da democracia, da criação de novas formas de intervenção social e política, de apontar caminhos novos e trazer pluralidade como única forma de assegurar a manutenção de valores democráticos, de defendê-los, promovê-los e em simultâneo renová-los. E esta coragem é precisa, cada vez mais, contra o vazio de ideias, de príncipios, de escrúpulos em que se tornaram os partidos principais (PS e PSD), enormes sistemas e máquinas de amiguismo, compadrio e jogos de interesses, que os representam apenas a eles mesmos e aos lobbies que favorecem. E agora, nem poderemos mais utilizar o belo argumento de que nunca assumiu, nunca passou de ideias, utopias e frases poéticas. O seu papel é e será crucial nos tempos próximos, não tenho dúvidas. Ainda assim, não hesito. Desta vez, votarei no Lopes, pelo PJNVF "Partido que Já Não Vai a Festas". A bem do nosso país...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Da Baía de Guantánamo para a Baía de Cascais?!

Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que Portugal está disponível para acolher presos de Guantánamo no âmbito de uma iniciativa da União Europeia para apoiar a nova Administração americana a encerrar aquele presídio militar.
A intenção até é boa, há que admitir... Agora, duvido que a adesão por parte dos presos exista de facto. Portugal?? É que meus amigos, tortura por tortura deixem-nos ficar por cá. Pra pior não mudamos...

Para além disso, e pensando na figura, se os enviarem para Portugal, têm até possibilidade de começarem a ser julgados. Começarem, digo eu, começarem...

domingo, 23 de novembro de 2008

As Escolhas de Vitor Constâncio

Ao que parece, Vitor Constâncio foi já assistir ao mais recente êxito de Fernando Meirelles, "Ensaio sobre a Cegueira" baseado na obra de José Saramago e consta que terá adorado o filme. "Gostei muito. Uma história brilhante. Senti-me totalmente identificado com aquelas pessoas, aquela cegueira total e limitante, aquela carga dramática duma realidade que parece um pouco o nosso dia-a-dia lá no Banco de Portugal." Quanto aos livros, Constâncio acrescentou que começou há dias um livro de crónicas magnífico de Dráuzio Varela, "Por um fio". "É como me sinto agora no meu cargo..." remata ele.

A Atenção à Portuga

Dias Loureiro, como é muito honesto, afirmou que avisara já em 2001 o vice-governador do Banco de Portugal para "ter uma atenção especial" para com o BPN. O senhor vice-governador já veio desmentir dizendo que ou está a fazer confusão com a pessoa ou está a mentir. Enfim, penso que tudo não passa de falta de acerto numa mesma perspectiva e verdade. Dias Loureiro não mente ao afirmar que foi pedir uma "atençãozita especial", tendo em conta quais são estas "atenções" tão à portuga, que seria a de deixar de andar a chatear os senhores banqueiros na sua vidinha de corrupção tão inocente e normalíssima. E quanto a isso ninguém tem dúvidas, parece que a "atenção especial" até estava a correr bastante bem... mas agora, agora teve mesmo de ser. E há que admitir, 7 anos até deram para bastante folia!
(Ou isso ou apenas estava a dar-me uma certa coceira não ter qualquer post sobre o BPN..)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

luso-desfasamento crónico

Não me entra na cabeça como, tendo nós esta Ministra da Educação há tanto tempo, só agora nos vêm preparar para tal...
Ainda por cima, parece que amanhã (Sábado) é que surgirão as piores situações. Não me digam que a Manuela também vai falar outra vez!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

6 Meses?!

A meu ver, a posição de Manuela Ferreira Leite, com a sugestão de suspender a Democracia por 6 meses, que tanta polémica tem causado, teria uma enorme vantagem, que nos está a escapar e que seria maravilhosa, que seria a de acabar com os partidos políticos, todos sem excepção. Vistas bem as coisas, 6 meses parecem-me honestamente pouco tempo...

sábado, 15 de novembro de 2008

JORNA por João Paulo Guerra

Não resisto a divulgar aqui a excelente crónica de João Paulo Guerra. Simplesmente brilhante e pertinente... Comparem isto aos clandestinos africanos que tentam a todo custo entrar em Espanha e Itália, nos seus botes de brincar, e seus fins tantas vezes dramáticos, que tanto nos chocam. Pensem de onde vêm eles, da realidade e condições a que fogem. Depois pensem nos outros, os desta crónica e de onde vêm. Digam-me agora, que é isso do "terceiro mundismo"??

JORNA (João Paulo Guerra)
Uma vez por outra, os jornais abalam a sonolência portuguesa publicando notícias com ilustrações brutais de acidentes de viação em que portugueses perdem a vida nas estradas de Espanha.
SÃO QUASE SEMPRE HOMENS, viajando em grupo, amontoados em carrinhas fechadas que circulam a alta velocidade de noite e pela madrugada. De vez em quando, uma dessas carretas lá se espatifa contra um camião, ou desaba por uma ribanceira, arrastando vidas humanas. Na quinta-feira passada foram mais seis vidas de uma só vez. Este ano já morreram 18 em circunstâncias semelhantes. Nos últimos cinco foram 44.
Em geral, os leitores ficam porém sem saber que faziam aqueles homens, no local e à hora errada e em que circunstâncias viajavam entre Portugal e Espanha. Seriam excursionistas, novos peregrinos, aficionados a caminho ou de regresso de uma corrida de toiros? Nada disso. São quase sempre trabalhadores submetidos à mais aviltante das relações laborais, os contratados das novas praças de jorna que arregimentam a mão-de-obra mais precária e desprotegida do mercado do trabalho.
As velhas praças de jorna não foram uma criação literária do neo-realismo. Existiram nos anos 30 e 40 do século passado, em pleno fascismo, às portas de Lisboa, no Ribatejo e Alentejo e pensar-se-ia que a evolução social da Humanidade e até mesmo do país tivesse acabado com tal aviltamento. Mas não. Há novas praças de jorna, com essa ou outra designação, e com tanta pobreza e desemprego é pegar ou largar.
Estes homens, que viajam como gado e morrem como tordos, só chegam às páginas dos jornais cobertos por um lençol na berma de estrada. Toda a gente sabe que existe essa modalidade de arrebanhar e transportar mão-de-obra. Mas a classe política e os pregadores situacionistas têm coisas mais nobres com que se preocuparem.
«DE» de 10 de Novembro de 2008