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segunda-feira, 8 de março de 2010

Eat The World

Eat The World - Um projecto fascinante de duas pessoas. Uma viagem de 365 dias percorrendo 23 países... Uma jornalista e um chefe de cozinha viajam a culturas diferentes e contactam com realidades e gastronomias diversas. Dormem em casas de famílias, apenas. O objectivo? Conhecer, provar, ou como eles dizem: Humanizar a Cozinha. Simplesmente admirável e invejável.
Um site aqui para melhor conhecerem o projecto. Leiam no separador "Cozinha" o texto "Os Caldos" que vale cada palavra: "Acreditamos que a cozinha é continuidade do que somos: da nossa herança familiar, cultural, histórica, religiosa. Ou seja, da nossa alma, corpo e espírito. Somos contra todo o tipo de fundamentalismos e ideias pré-concebidas. São tão incomodativos os trogloditas que definem alta cozinha como "a ervilha perdida no canto do prato" como os pseudo-gourmets que não vêem a profunda magia de uma refeição caseira.
Acreditamos que boa cozinha se faz com trabalho, bons ingredientes, persistência, calma e, acima de tudo, trabalho de equipa. Acreditamos que o caro ou barato de uma refeição não se mede pelo dinheiro que largamos, mas sim pela memória que dela guardamos."
E um blog da viagem aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Obama no Cairo, por João Lopes

Porque vale mesmo a pena, transcrevo o post de João Lopes na íntegra.

"O discurso de Barack Obama no Cairo (4 de Junho de 2009) foi tratado nas nossas televisões com a mesma técnica de soundbytes aplicada para abordar as eleições no Sporting. Eis uma opção que, de forma inequívoca, transporta uma visão do mundo e define um modelo de responsabilização jornalística. Por certo, tudo o que se noticiou era verdadeiro — mas a verdade é escassa...Não devemos, por isso, ter medo de formular um juízo de assumida pompa e circunstância: as palavras do Presidente dos EUA, para além de constituirem um prodigioso exercício de ética e política, definem também uma data nas relações dos EUA e, genericamente, do chamado mundo ocidental com o vasto mundo do Islão. Aconteça o que acontecer nessas relações — nomeadamente nas formas de coexistência de israelitas e palestinianos —, haverá sempre um pré e um pós que encontram neste discurso um momento charneira.
Recordando a sua experiência pessoal, Obama disse:>>> (...) Conheci o Islão em três continentes antes de vir à região onde foi revelado. Essa experiência justifica a minha convicção de que a colaboração entre a América e o Islão deve ser baseada naquilo que os Islão é, não naquilo que não é. E considero parte da minha responsabilidade enquanto Presidente dos Estados Unidos lutar contra os estereótipos negativos do Islão onde quer que eles apareçam.<<daqui

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A GRIPE DA BOLOTA por Joaquim Letria

"TIVE UMA TIA-AVÓ, linda e inteligente, que morreu com a Pneumónica. Não a conheci, mas sempre ouvi gabar-lhe a beleza, a irreverência e a cultura. Fiquei com muito respeitinho pelas gripes e já era rapazinho quando escapei da Asiática.
Mais recentemente, fiquei à espera da Gripe das Aves e, quando já lhe tinha perdido o medo, inventaram esta Gripe A, aliás Gripe Mexicana, aliás Gripe dos Porcos. Dá-me ideia que estas gripes são uma grande aldrabice.
Ouvi nas notícias que o Governo tinha armazenado 22 milhões de euros de Tamiflu para a gripe das aves. O que se faz a 22 milhões de euros de Tamiflu!? Graças a Deus que veio a Gripe dos Porcos, aliás, Gripe A, ou antes, Gripe Mexicana. Até deu para José Sócrates ir à Ovibeja, à hora da sesta dos porcos, anunciar que estamos preparados para o pior. Tamiflu não falta!
Leva-se uma injecçãozinha de Tamiflu, aos primeiros sintomas, e não se pensa mais nisto! Se eu tiver a infelicidade de ser atacado pela gripe suína, ao menos que seja de pata negra. Que morra de gripe da bolota. Duma estirpe como deve ser!"
tirado daqui

sábado, 14 de março de 2009

Corrupção Universitária: o que é isso?!

No seu blog, o magnífico David Marçal continua a chamar a atenção para a endogamia e processos algo criticáveis (no mínimo...) de contratação e do carreirismo nas universidades portuguesas. A partir do site espanhol http://www.corruptio.com/ que denuncia situações de corrupção nas suas universidades, coloca algumas questões pertinentes e que parecem preocupar muito pouco as pessoas deste país. Até quando?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ATEUS por José Saramago

José Saramago escreve sobre religião e essa coisa da fé, como nenhum outro. Talvez por ser ateu... Mas do que fala, vai muito mais além disso. Transcrevo o último post do seu blog, simplesmente por ser brilhante e muito importante de ser dito nos dias de hoje.



By José Saramago

Enfrentemos os factos. Há anos (muitos já), o famoso teólogo suíço Hans Küng escreveu esta verdade: “As religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros”. Jamais se disse nada tão verdadeiro. Aqui não se nega (seria absurdo pensá-lo) o direito a adoptar cada um a religião que mais lhe apeteça, desde as mais conhecidas às menos frequentadas, a seguir os seus preceitos ou dogmas (quando os haja), nem sequer se questiona o recurso à fé enquanto justificação suprema e, por definição (como por demais sabemos), cerrada ao raciocínio mais elementar. É mesmo possível que a fé remova montanhas, não há informação de que tal tenha acontecido alguma vez, mas isso nada prova, dado que Deus nunca se dispôs a experimentar os seus poderes nesse tipo de operação geológica. O que, sim, sabemos é que as religiões, não só não aproximam os seres humanos, como vivem, elas, em estado de permanente inimizade mútua, apesar de todas as arengas pseudo-ecuménicas que as conveniências de uns e outros considerem proveitosas por ocasionais e passageiras razões de ordem táctica. As coisas são assim desde que o mundo é mundo e não se vê nenhum caminho por onde possam vir a mudar. Salvo a óbvia ideia de que o planeta seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus. Claro que, sendo a natureza humana isto que é, não nos faltariam outros motivos para todos os desacordos possíveis e imagináveis, mas ficaríamos livres dessa ideia infantil e ridícula de crer que o nosso deus é o melhor de quantos deuses andam por aí e de que o paraíso que nos espera é um hotel de cinco estrelas. E mais, creio que reinventaríamos a filosofia.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Portugal sem Nós...

Curiosa esta visão e extrapolação biológica sobre o que seria Portugal sem os portugueses (que dizem que também são humanos...). Um breve ensaio com hipotéticas previsões do que aconteceria ao Portugal dos bichos e plantinhas se nós desaparecessemos daqui, e de como isto se desenvolveria, como as nossas cidades e ambientes antropogénicos seriam invadidos e "utilizados" pelos seres vivos que nos acompanham. Fascinante esta abordagem. A ler no blog de Luís Azevedo Rodrigues, http://blogs.publico.pt/cienciaaonatural/, os posts "Cidades sem pessoas I e II".

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ah BB, és o maior!!



Texto lindíssimo e ligeiramente doloroso (como sempre...) de Baptista-Bastos sobre o terminar do ano e do novo que nos surge. "E, no entanto, é preciso sonhar."

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

1º Dezembro...

Sempre magníficas estas tiradas...
aqui

sábado, 15 de novembro de 2008

JORNA por João Paulo Guerra

Não resisto a divulgar aqui a excelente crónica de João Paulo Guerra. Simplesmente brilhante e pertinente... Comparem isto aos clandestinos africanos que tentam a todo custo entrar em Espanha e Itália, nos seus botes de brincar, e seus fins tantas vezes dramáticos, que tanto nos chocam. Pensem de onde vêm eles, da realidade e condições a que fogem. Depois pensem nos outros, os desta crónica e de onde vêm. Digam-me agora, que é isso do "terceiro mundismo"??

JORNA (João Paulo Guerra)
Uma vez por outra, os jornais abalam a sonolência portuguesa publicando notícias com ilustrações brutais de acidentes de viação em que portugueses perdem a vida nas estradas de Espanha.
SÃO QUASE SEMPRE HOMENS, viajando em grupo, amontoados em carrinhas fechadas que circulam a alta velocidade de noite e pela madrugada. De vez em quando, uma dessas carretas lá se espatifa contra um camião, ou desaba por uma ribanceira, arrastando vidas humanas. Na quinta-feira passada foram mais seis vidas de uma só vez. Este ano já morreram 18 em circunstâncias semelhantes. Nos últimos cinco foram 44.
Em geral, os leitores ficam porém sem saber que faziam aqueles homens, no local e à hora errada e em que circunstâncias viajavam entre Portugal e Espanha. Seriam excursionistas, novos peregrinos, aficionados a caminho ou de regresso de uma corrida de toiros? Nada disso. São quase sempre trabalhadores submetidos à mais aviltante das relações laborais, os contratados das novas praças de jorna que arregimentam a mão-de-obra mais precária e desprotegida do mercado do trabalho.
As velhas praças de jorna não foram uma criação literária do neo-realismo. Existiram nos anos 30 e 40 do século passado, em pleno fascismo, às portas de Lisboa, no Ribatejo e Alentejo e pensar-se-ia que a evolução social da Humanidade e até mesmo do país tivesse acabado com tal aviltamento. Mas não. Há novas praças de jorna, com essa ou outra designação, e com tanta pobreza e desemprego é pegar ou largar.
Estes homens, que viajam como gado e morrem como tordos, só chegam às páginas dos jornais cobertos por um lençol na berma de estrada. Toda a gente sabe que existe essa modalidade de arrebanhar e transportar mão-de-obra. Mas a classe política e os pregadores situacionistas têm coisas mais nobres com que se preocuparem.
«DE» de 10 de Novembro de 2008