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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

José Quitério em entrevista "Pessoal... e transmissível"


José Quitério em entrevista radiofónica a Carlos Vaz Marques, no seu programa "Pessoal... e transmissível" na TSF, para ouvir aqui
A propósito também do Prémio Universidade de Coimbra 2015, que recentemente lhe foi atribuído. 
Foto: Tiago Miranda


Um magnífico registo, numa conversa muito interessante, fresca e que mostra um pouco melhor a figura, que tão pouco conhecemos, deste grande senhor da cultura portuguesa, e da gastronomia em particular. Chega mesmo a revelar alguns "segredos" da sua militância durante anos de crítica gastronómica independente e profundamente conhecedora, agora que a abandonou (pelo menos, na forma publicada) e se sente mais "à vontade". 
Um gravador no bolso da camisa, no qual registava os seus comentários oralmente, sem chamar à atenção. Daí a ausência de cadernos e notas escritas durante a refeição, ou a "mítica" paquidérmica memória que se lhe atribuía. E esta, hein? Elementar, meus caros...

É impressionante a lucidez, a visão sempre muito própria e acertada, por exemplo no "retrato dos artistas chefs quando jovens" ou a propósito do movimento foodie, do Gin e outras "modas que vêm do estrangeiro". 
"A vulnerabilidade das pessoas, por falta de gostos estruturados, para imediatamente adoptarem a primeira coisa que lhes vem do estrangeiro, que é moda." 

"O Português sempre teve um medo terrível de ser ou de parecer ridículo. Mas nas últimas décadas tem outro, que é o medo de parecer provinciano. Portanto, provinciano não se deve ser, deve-se ser cosmopolita... Cosmopolita o que é? É adoptar tudo o que vem do estrangeiro, que é uma coisa extraordinária."


segunda-feira, 10 de março de 2014

Assim falou Alex Atala, chef brasileiro do D.O.M.

"A gastronomia nunca descartou nenhuma das fases por que passou (...) e seguirá não descartando nada nem ninguém. Pelo contrário, nós vivemos hoje um momento mundial onde a gastronomia é cada vez mais generosa, menos competitiva e mais aberta a receber informações da tecnologia ou da antropologia, das ciências exactas e das ciências humanas, e isso faz com que a gente viva uma cozinha de paz, de alegria, de sublimação, de prazer. As pessoas tentam categorizar muito. É impossível.”

“Sou cozinheiro há 27 anos e quando comecei a ser cozinheiro já não era só isso, já era preciso ter competências administrativas, saber gerir uma cozinha. Nesses anos, uma série de outras coisas aconteceram: começámos a dar aulas, a escrever livros, a falar na televisão, a usar o computador. Tudo isso era novo para a gente. Assim como a nova geração aprendeu a usar o computador melhor que nós, vai também aprender a usar os ingredientes melhor do que nós, e a geração a seguir melhor ainda. Esta é uma evolução que a cozinha pode ter: mais consciência, mais sabedoria, uma acção um pouco mais profunda no acto de não somente servir comida.”

palavras de Alex Atala, o chef-estrela punk rockeiro brasileiro da actualidade, numa entrevista muito interessante e rica em ideias e pertinências de discussão, ao Público aqui.

Restaurante D.O.M. de Alex Atala, considerado o 6º melhor do mundo em 2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

anglo-narco-discriminação


A Nigella Lawson até pode consumir cocaína (que pra mim era maisena mas tá bem!), mas 
também é evidente que o Jamie Oliver dá-lhe forte nos speeds há vários anos. E disto ninguém fala...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Restaurante Manifesto, Chefe Luís Baena


O novo restaurante Manifesto do Chefe Luís Baena, parece fabuloso.
Esteticamente arrojado, um elogio à arte pop, é uma loucura saudável, uma irreverência que não se costuma ver em Portugal e que se impõe de facto como um manifesto, um conceito diferente e bem estruturado.
Valerá uma visita, sem dúvida, por tudo o que o envolve e poderá proporcionar. Um passo em frente naquilo que é o encontro cada vez mais coerente entre cozinha e arte.
Algumas fotografias (incluindo esta que retirei de lá) bem demonstrativas aqui

Em Lisboa, no Largo de Santos.

Sobre o Chefe Luís Baena