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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

"O poema ensina a cair" - Expresso

O projecto do Expresso "O poema ensina a cair" mostrou ao longo do ano poetas portugueses publicados mas desconhecidos. "Uma janela com vista para versos em português, ditos por poetas."

A acompanhar aqui

http://videos.sapo.pt/JqLJJk4E2ZVCOv3ILu2F

"Escreve sempre que precisares de me dizer que há gelo nas tuas mãos" por Margarida Ferra.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Manifesto pela importação de cérebros, pra variar...

Passos Coelho viaja entre hoje e amanhã para Berlim para encontro com a nossa governadora-mor Angela Merkel. 
Não sei se vamos a tempo, mas eu propunha a contratação imediata pela TAP de dois ou três pilotos malaios para esse voo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Assim falou Alex Atala, chef brasileiro do D.O.M.

"A gastronomia nunca descartou nenhuma das fases por que passou (...) e seguirá não descartando nada nem ninguém. Pelo contrário, nós vivemos hoje um momento mundial onde a gastronomia é cada vez mais generosa, menos competitiva e mais aberta a receber informações da tecnologia ou da antropologia, das ciências exactas e das ciências humanas, e isso faz com que a gente viva uma cozinha de paz, de alegria, de sublimação, de prazer. As pessoas tentam categorizar muito. É impossível.”

“Sou cozinheiro há 27 anos e quando comecei a ser cozinheiro já não era só isso, já era preciso ter competências administrativas, saber gerir uma cozinha. Nesses anos, uma série de outras coisas aconteceram: começámos a dar aulas, a escrever livros, a falar na televisão, a usar o computador. Tudo isso era novo para a gente. Assim como a nova geração aprendeu a usar o computador melhor que nós, vai também aprender a usar os ingredientes melhor do que nós, e a geração a seguir melhor ainda. Esta é uma evolução que a cozinha pode ter: mais consciência, mais sabedoria, uma acção um pouco mais profunda no acto de não somente servir comida.”

palavras de Alex Atala, o chef-estrela punk rockeiro brasileiro da actualidade, numa entrevista muito interessante e rica em ideias e pertinências de discussão, ao Público aqui.

Restaurante D.O.M. de Alex Atala, considerado o 6º melhor do mundo em 2013

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

José Quitério, personalidade na gastronomia de sempre...

O grande exemplo e a apuradíssima lucidez aos 71 anos do nosso Larousse Gastronomique em forma de gente, o gigantesco José Quitério que recebe agora justamente a distinção de Personalidade do Ano na Gastronomia 2013 pela revista WINE - A Essência do Vinho. 
Uma figura quase erimítica e mitológica, que não precisa de motores de busca ou Wikipedias, senão dos índices e livros da sua biblioteca pessoal e da sua máquina de escrever. 
Sempre acutilante e crítico com o entusiasmo mediático em torno do universo da gastronomia, diz "Está excessivamente na moda. A palavra gourmet já não quer dizer nada nos dias que correm", citando o Expresso, jornal onde escreve as suas críticas gastronómicas desde 1976.

Leia-se também a propósito esta excelente reportagem sobre críticos gastronómicos
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-vida-dos-criticos-de-gastronomia-1438895

Estou a ler actualmente o seu delicioso "Livro de Bem Comer"  de 1987, e é espantoso também perceber a capacidade e o nível criativo da sua escrita na crónica, muitas vezes profundamente poético e sempre altamente erudito, a fazer jus aos seus ídolos literários pela elevação da sua escrita.  
Pela obra, pela postura e ética, pela contribuição incomensurável à gastronomia portuguesa e sua história, ele até aceitou o prémio, mas será sempre pequeno e insignificante perante tal figurão.  

Notícias aqui:
http://expresso.sapo.pt/jose-quiterio-eleito-personalidade-do-ano-na-gastronomia=f853534
http://mesamarcada.blogs.sapo.pt/revista-wine-premeia-os-melhores-do-535806

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Caminho do fim?

É giro quando nos podemos começar a citar a nós mesmos, e trago à baila, a propósito de recentes notícias e mexidas no mercado editorial português (de que a recente saída da obra de Saramago da editora Caminho é caso mais recente e sonante), um post meu de Novembro 2008 aqui no blog, altura em que João Ubaldo Ribeiro saía da Dom Quixote. 
O título "Terá começado a deserção?" prenunciava algo que me parecia possível e perigoso com este aglutinar de editoras referenciais portuguesas pelo grupo Leya, que de facto trouxe descontentamento entre vários autores, de diferentes editoras que este grupo juntou. A postura sempre me soou a estratégia selvática de monopolização e eliminação de concorrência pelo método mais simples e óbvio: a aquisição em série de editoras, numa visão mercantilista da área livreira e que permitiria uma gestão fácil do produto, dos autores, das vendas, da promoção dos mesmos, e uma adulteração das regras básicas do mundo editorial. 

Ao fim de 5 anos, temos os resultados - uma generalização de mau-estar e desagrado de vários autores que se têm sucedido. A ver: Mário Carvalho havia já deixado a Caminho para ingressar na Porto Editora que reeditou recentemente a sua obra; Miguel Sousa Tavares sai igualmente com a sua obra (assim como a obra de Sophia Mello Breyner saíra da Caminho) e espelha bem o seu sentimento nesta entrevista ao Público - "a Leya partiu do princípio que juntando várias editoras faziam sinergias e conseguiam fazer melhor, mas isto não é como juntar as salsichas Nobre com as salsichas Aveirense”. Na sua opinião, este grupo “matou a identidade das editoras” que agregou desde a sua fundação, em 2008. “Não creio que o grupo Leya esteja vocacionado para a edição de livros.”

João Tordo também saiu para a Porto Editora, e agora Saramago (que, ainda vivo na altura da compra da Caminho pela Leya, curiosamente demonstrou desagrado juntamente com Lobo Antunes...) deixa a Caminho e Zeferino Coelho, editores de sempre do autor, também para a Porto Editora.

Pelos vistos, percebemos agora que sinergia é diferente de supressão selectiva, e penso até ser um bom sinal esta postura de autores que admiro e que põem a sua obra e a escrita acima de qualquer outro valor, e que não abdiquem da sua identidade parece-me uma louvável constatação. O posicionamento deste grupo Leya dá agora os seus inevitáveis podres frutos e a extinção de editoras que eles vêem como meras marcas dentro da sua lógica empresarial, será o caminho que me parece evidente, numa equação de "leia-se apenas o que se vende, e venda-se o que vende". O resto é carga morta que ficará pelo caminho, azarinho.   

Numa perspectiva mais profunda, é confrangedor o estado a que chegou o nosso sector livreiro, e a propagação de uma linha e lógica de vendas mainstream com uma oferta absurdamente limitada a poucos títulos, a adesão atomizante a pretensos best-sellers estrangeiros de literatura de cordelinho que enchem as prateleiras das nossas livrarias onde se torna uma missão cada vez mais impossível encontrar os nossos geniais autores que deveríamos estar a ler e que deveriam ter o destaque primordial e distintivo que merecem. A bem de nós, da nossa língua e da nossa cultura.  

foto http://abibliofila.blogspot.pt/
Por outro lado, começam a surgir novas investidas, pequenas editoras, pequenos focos de diversidade e vida que na minha opinião irão aumentar, editando novos e interessantes autores, e o público, assim espero, irá em busca deles como sempre, como dantes. 






E que venha de lá a saudosa livraria de rua, de bairro, selectiva na sua oferta, especializada no atendimento, que não tenha corredores de livrinhos dentro de saquinhos de tecido atados com lacinhos que por acaso trazem dentro umas letrinhas, mas que tenham apenas tudo o resto, a essência dos livros e da literatura...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Reportagem FIM DE LINHA

Para quem não viu, a reportagem transmitida pela SIC sobre a triste e idiota realidade portuguesa das linhas de comboio desactivadas, com ênfase para a Linha do Tua, por comparação com Espanha. É impressionante como uma empresa como a Refer/CP que paga absurdos a administradores no activo e rescisões milionárias a ex-administradores, numa descarada roubalheira (como diria o outro) não perceba a insignificância de investimento para manutenção destas linhas, com uma possibilidade de retorno em turismo e outras actividades associadas. E que um governo não faça nada, e um PR tenha apenas, a este respeito, infelizes declarações.
Para ver aqui, aqui ou no site da sic aqui.
Para apoiar aqui

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Edgar Martins, New York Times e o Photoshop

Uma polémica e discussão bastante interessante sobre a manipulação de fotografia. A propósito da utilização de fotografias manipuladas digitalmente por Edgar Martins (vencedor do BES PHOTO no ano passado) num trabalho de fotojornalismo para o New York Times.
Vi o trabalho dele há uns tempos aqui por Coimbra, no CAV e adorei. Fotografias grandes, limpas, iconográficas, estáticas e densas. Mas percebo perfeitamente os argumentos e posição defendida na diferença substancial entre arte e fotojornalismo. E penso que a discussão é actual e lógica. E promete ser longa...
Já agora, o site do fotógrafo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

votar nestes partidos é lamentável, mas também...

Critica-se a sociedade portuguesa pelos 67% de abstenção nas eleições europeias, mas se um gajo vota duas vezes, é acusado de crime... 
tá certo.

domingo, 7 de junho de 2009

www.bandalarga.paraopovodecastanheiradovouga.pt

É tradição antiga em Portugal que as eleições sirvam de forma de protesto para populações esquecidas e ostracizadas, aproveitando o palco mediático para fazer valer os seus direitos e divulgar as suas angústias. Desde os costumeiros e saudosos pedidos de subida a concelho por algumas povoações, numa justiça que mereciam pelo grau de avanço, de que Canas de Senhorim é o paradigma mais visível e carismático, até ao reivindicar de coisas básicas como saneamento, obras na escola, centro de saúde, transportes e afins, tudo se foi reclamando desde tempos imemoriais. Mas desta vez, há que dizê-lo, Castanheira do Vouga fez história. Assistimos hoje a um pequeno boicote às eleições por populares não identificados, indignados pela ausência intolerável e desumana na localidade dessa coisa a que chamam banda larga! Sim, pasme-se. Como se pode ler no cartaz do protesto, as criancinhas de Castanheira do Vouga, não têm acesso ao famoso Magalhães. Fico sem palavras... Não sei se é pelo facto de serem eleições europeias, não sei, mas que este é um país evoluído ninguém pode negar!!! Isto é de um pós-modernismo comovente. Ainda assim, povo de Castanheira do Vouga, deixai que vos diga, em boa verdade, não sabeis vós no que vos ides meter e o que estais a chamar para a vossa presença. É que isso da banda larga é um cabo das tormentas, que nem o "Magalhães" vos levaria a dobrar. Vão por mim, que isto das coisas modernas e tecnologias de ponta em Portugal são uma dor de cabeça, e são coisas que funcionam bem, mas só lá nas Europas... 

notícia aqui e reportagem aqui

segunda-feira, 25 de maio de 2009

João Bénard por Miguel Esteves Cardoso

«O João Bénard é um menino. É um menino que, a cada momento da vida, acabou de descobrir uma coisa. É sempre uma coisa maravilhosa que tem de abraçar com muita força mas depois largá-la para poder mostrá-la aos amigos e partilhá-la com toda a gente.
Porque se não a partilhar, se não a cantar, se não se destruir a elogiá-la de maneira a ser tão irresistível como ele – até chegar a confundir-se com ele ao ponto de não sabermos qual amamos mais, se ele ou as coisas que ele nos ensinou a amar -, se não puder parti-la aos pedaços para poder dar um bocado a cada um, na esperança que todos a queiram reconstruir depois, ele já não é capaz de amar tanto aquela coisa, porque acredita que a coisa é grande e boa de mais para uma só pessoa e sente-se indigno de gozá-la sozinho. É assim o João Bénard.
O João Bénard é um amigo. É um amigo que, a cada momento da vida, faz sempre como se tivesse acabado de apaixonar-se por nós. Não lhe interessavam nada as coisas que mudaram; as asneiras que fizemos; a decadência em que entrámos; a miséria que subjaz às nossas opiniões ou o grau de petrificação das nossas almas. Para ele, somos sempre os mesmos. É um leal. Está sempre connosco como se fôssemos tão frescos como ele. Puxa-nos pela manga da camisa; protege-nos da tempestade; desata a rir no meio das encrencas; arranja tabaco clandestino; deixa-nos subir para os ombros para vermos melhor; para saltar para o outro lado; mostra-nos fotografias nunca vistas, de actrizes lindas, escondidas debaixo da camisola – e faz tudo descaradamente; não se importa de ser apanhado; não tem vergonha nenhuma; é um prazer estar com ele; parece que todo o universo está em causa. É assim o João Bénard.
O João Bénard é uma alma. É uma alma que, a cada momento da vida, desde que nasceu, sempre fez pouco do corpo e das coisinhas de que o corpo precisa. Tinha um corpo transparente, com a alma a ver-se lá dentro. Ou então era a alma que projectava o corpo no ecrã da pele. É por isso que todos nós o conhecemos como conhece Deus.
Deus, apresento-Te João Bénard. João Bénard, apresento-te Deus.»

quarta-feira, 6 de maio de 2009

e eu que pensava não existir nada mais idiota que a tourada...

Estes gajos estão doidinhos... "Se Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra passaram a não autorizar touradas nos seus concelhos, porque é que permitem abortos? A pergunta é feita pela associação Juntos pela Vida, que já enviou uma carta aos autarcas destas zonas, para que reflictam sobre a questão e tomem uma posição. O movimento pediu também à associação Animal que se junte à causa."

Segundo notícia no Público estes senhores consideram que estes municípios, já que se declararam contra as touradas, devem também proibir abortos. E têm raciocínios brilhantes: 
Em comunicado, a Juntos pela Vida escreve que nestas autarquias “há animais da espécie humana sujeitos às torturas mais horrendas” e enumera os locais onde são feitas interrupções voluntárias da gravidez (Centro de Saúde de Viana do Castelo, Hospital de S. Marcos, em Braga, Hospital de Cascais e Hospital Amadora-Sintra).
E acrescenta: “Como foi possível chegar ao estado em que para defender o direito das meninas e das suas mães a não sofrerem tratamentos desumanos e cruéis é necessário invocar um regulamento municipal feito para animais?”.
Tortura é ter de ouvir estas barbaridades... E eu pergunto, não se pode arranjar um regulamento nacional para a estupidez?? 

domingo, 19 de abril de 2009

"A Decência, finalmente" por Manuel António Pina (brilhante como sempre)
A notícia agitou no fim-de-semana a habitualmente pacata (hoje é um daqueles dias em que, como no soneto de Bocage, me acho mais pachorrento) comunicação social portuguesa.
O Estado, através da Agência de Modernização Administrativa, decidiu modernizar administrativamente as meninas da Loja do Cidadão de Faro e proibiu-as de usar saias curtas, decotes, saltos altos, perfumes "agressivos" (acho bem, perfumes armados e perigosos deviam estar sob a alçada da lei das armas; e sei do que falo que já tenho sido espoliado até por águas de colónia) e roupa interior escura. Descontando as cuecas e os "soutiens", reservas ecológicas onde o Estado talvez devesse, mas que sei eu?, abster-se de edificar, o resto, juntamente com os processos a jornalistas, é já, tudo o indica, o primeiro passo da política de decência da sociedade portuguesa anunciada no Congresso do PS. Tinha que se começar por algum lado e começou-se pelas saias e decotes, que era o que estava mais à mão (salvo seja). A corrupção, o tráfico de influências e o enriquecimento ilícito que ponham as barbas de molho; um dia chegará a sua vez.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Exotismo e Ambiente

Aqui está uma história muito gira, ou de como um grupo de miúdos do Secundário se preocupa mais com o Portugal ambiental e a sua defesa que o próprio ICNB... Enfim, fico confuso, não chego a perceber se isso é bom ou mau. Uma coisa é certa, esta miudagem de Odemira está de parabéns...

quinta-feira, 26 de março de 2009

triste país...

"Por mais explicações que venham a ser dadas, toda a gente sabe que as verdadeiras razões que estão por trás da decisão de encerrar a Linha do Corgo são de natureza economicista. A exploração não é rentável. Mas o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Carris e muitos troços explorados pela CP também não o são.


Há um custo social que todos os portugueses aceitam pagar para manter muitos serviços públicos deficitários. No caso da Linha do Corgo, o custo social que é necessário suportar é uma gota no oceano de desperdícios e prejuízos que tanto a Refer como a CP têm acumulado ao longo do tempo. Para dezenas de aldeias dos concelhos de Vila Real e Régua, o comboio é ainda hoje o principal meio de transporte. Para muita gente, é mesmo o único. Existe uma auto-estrada a ligar as duas cidades, mas as estradas que ligam as aldeias do vale do Corgo são tão estreitas e sinuosas que, em certos pontos, mal passam dois carros.Viver nestas aldeias já é um fardo pesado. Sem transportes, é um castigo.


Claro que quem decide desconhece esta realidade. Na equação, as pessoas atingidas são reduzidas a números e tratadas com desprezo. Foi sempre assim.

O que choca, neste caso, é constatar que esta política merece o apoio do mesmo Governo que pretende investir 3,8 mil milhões de euros numa linha de alta velocidade entre Lisboa e o Porto. O mesmo Governo que elegeu o Douro como um dos pólos turísticos prioritários para o país e que, no entanto, autorizou a construção de uma barragem no Tua que vai acabar com um dos mais belos troços ferroviários do país. O mesmo Governo que quer povoar a Trás-os-Montes de auto-estradas e não investe um cêntimo no desenvolvimento, ou na manutenção, do caminho-de-ferro na região. O mesmo Governo que, com o fecho das Linhas do Corgo e do Tâmega, dá uma machadada mortal no formidável projecto ferroviário do Douro. Um Governo assim, se não for castigado pelos votos, sê-lo-á, certamente, pela História."

Pedro Garcias (texto completo aqui)


Quanto a isto, o Sr. Presidente diz assim...


E eu pergunto: Este senhor é presidente de quem???

terça-feira, 24 de março de 2009

Tristes Trópicos, triste Papa

"A moral não é uma questão de fé nem de mandamento divino. Não é preciso ter fé para se obedecer a um código de conduta com valores morais que todos devemos ter. Por vezes até - como se vê com os pregadores extremistas do Islão, do judaísmo ou do Papa Ratzinger - é a invocação da fé que acaba por pretender legitimar o que é moralmente insustentável. Também a fé não dispensa que se tente perceber quem os outros são, olhando-lhes para a cara. A mim, bastou-me olhar para a expressão de Ratzinger, no primeiro momento em que apareceu à janela de S. Pedro como Papa Bento XVI, para perceber muita coisa: Deus não tinha nada a ver com aquilo; o que ali estava inscrito transparentemente era uma expressão de pura cobiça satisfeita, de deleite com o poder. E até hoje não o vi mudar de expressão, apenas disfarçar, enquanto vai achando prudente, as ideias que desde sempre foram as suas."
Miguel Sousa Tavares
(artigo completo aqui)

arma secreta iraquiana

E cá está. A próxima arma secreta (literal...) da selecção nacional, que nos levará até ao Mundial. Estamos safos!
(sim, estou a abanar a cabeça, ainda. penso: como é possível?!)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Multilateralidade Masculina

Diz-se das mulheres que são capazes de ser múltiplas, de se desdobrarem em tarefas e aptidões. Não ponho isso em causa, aceito com facilidade. Agora, há que admitir, os homens também são uns grandes artistas do enredo e do engenho. Aqui deixo, feliz e sorridente, duas maravilhosas notícias que encontrei hoje no Expresso.
É ou não é genial? E não percam, em breve, o homem que vai revolucionar a Selecção Nacional de Futebol e levar-nos até ao Mundial...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Jovens e Interior

O JN faz uma curta reportagem sobre a "busca interior" de jovens portugueses que migraram para o interior do país, no caso Vimioso, Castelo Rodrigo e Miranda do Douro e que encontram um outro país, esquecido (cada vez menos...) e interessante. reportagem multimédia aqui.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

como o telemóvel se torna demodé em portugal...

Nós, portugueses, somos bons, mesmo mesmo bons, é a fazer isto. Na Europa ninguém nos bate... E já agora, também somos os maiores nisto... Ah pois é. Estou deveras ansioso por saber das estatísticas a respeito da nova coqueluche dos lares portugueses, o LCD. Temos de começar a meter estes dados na OCDE, a ver se ficamos melhor na fotografia...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

50 Dólares e Os Lusíadas (cont.)

A propósito do post anterior, reparei agora que há uma notícia sobre a "navegação artística" de António Fonseca no Ípsilon.
"Ainda não é a maratona - a maratona vai ser quando António Fonseca correr, um por um, os 42 quilómetros de Os Lusíadas, coisa para a qual é capaz de estar em forma "daqui a quatro anos" -, mas para lá caminha. Estamos na fase em que ele corre a mini-maratona sem ficar com falta de ar: o Canto I, sem cortes, e sem paragens para recuperar o fôlego. É hoje às 22h00, na Sala de Espera da nova sede do Teatrão, a Oficina Municipal do Teatro de Coimbra: Os Lusíadas, como nunca os ouvimos, e ainda é só o princípio."
"O Teatrão convidou-me para voltar a fazer o Sermão da Sexagésima do Padre António Vieira, mas como já o fiz muitas vezes em Coimbra achei melhor propor este projecto que é uma maluqueira - e que só interessa porque, se eu conseguir fazer as oito horas seguidas, com os dez cantos, pode ser uma coisa brutal", diz o actor. Já é uma coisa brutal: "O Canto I está pronto a ser falado, o Canto II vai a meio. Parecia complicado, mas agora é manteiga: vai por ali fora sem acidentes. Estou muito animado, acho que quatro anos chegam para fazer os cantos todos."
Já agora, info no blog do Teatrão