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sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Homemnidades I"

Poder olhar para um aparelho eléctrico avariado, e afirmar categórico:
 Isso é do termóstato...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Refeiçoar. (v) Refazer-se; tomar refeição; acto da refeição (alimentação)

o que é de facto incrível, é chegar a esta altura da vida sem nunca ter refeiçoado...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

os óculos na testa, o penso no dedo: a incapacidade de ver e de fazer.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

caprichos reais

... farta de andar sempre a pé, a princesa desesperava pelo seu Príncipe Encartado...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Abre teu peito
de par em par,
e deixa entrar
tudo o que
consigas,
nessa caixa
de costelas,
esterno
e clavículas,
onde guardas
ainda
o coração
(de duas
aurículas.)


21/01/08

segunda-feira, 11 de julho de 2011

a cavalo alado não se cortam asas...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A utopia das Cores (do fundo do baú...)

Zacarias, o Zepelim amarelo
Expelindo uma fumaça multicor
Atravessa o céu, verde de raiva.

Martins, o Cavalo escrivão
Logo espreitando a zunideira
Empurra os óculos para perto da cara
E eloquente:
- Aquele Chico não endireita!

Ali, toda a gente sabia.
Chico, o Macaco gasolineiro
Sempre tinha uma mania sem emenda
E dava em atestar com latas de arco-íris
Em vez de gasolina.

Osvaldo, o velho Mocho
já sentenciara peremptório:
Chico era um utópico da cor!

30-10-2007

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gosto de pessoas que dizem disc jockey. Assim por extenso, disc jockey...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Salgam-me os pés de estar vivo, nessa frieza rude de lastro
sob essa água que me leva o galope em raios de sol
até tílias abandonadas.
É nas suas folhas graves e caídas
que me sinto eu.
É nesta infusão de clorofila, sal e quietude
que me mergulho,
até me diluir durante cinco perfeitos minutos
em águas que não são minhas.
E sirvo-me bem frio e salgado a quem quiser.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Nunca percebi aqueles homens que primeiro lavam as mãos e depois é que vão urinar.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Gosto muito mais do y quando se chama i grego...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Houve um tempo em que os meninos, quando faziam anos, tinham como prenda um passeio com os avós a algum sítio especial. Dizem que não eram menos felizes então...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

mamã, os pássaros quando morrem, também vão para o céu?

sábado, 25 de abril de 2009

Redacção sobre "O 25 de Abril"

O 25 de Abril foi uma coisa muito boa.
Com o 25 de Abril apareceu uma coisa que é a liberdade.
Eu gosto muito do 25 de Abril porque é sempre feriado e não há escola.
Do que eu mais gosto do 25 de Abril é os homens poderem discutir dias e dias sem parar
se foi penalti ou não no jogo de domingo...
as mulheres poderem ver horas e horas de novelas da TVI...
e os meninos poderem passar o dia inteiro em casa a jogar playstation.
O 25 de Abril é uma coisa muito boa. E eu gosto do 25 de Abril.

segunda-feira, 2 de março de 2009

a braço dado não se olha o dente.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

atulhei-me de vida
até ao gargalo
enrosquei a tampa
e esperei.
ainda espero,
mas não tardarei
a rebentar
de novo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Rotina

Ficámos estupidamente
prudentes.
Balizamos as nossas vidas,
numa nesga restrita
de banalidade.
Cumprimos horários,
rotinamos relógios.
Engavetámos o improviso,
a surpresa e a criatividade.
Encarreiramos, enfileiramos
Aninhamos, encarneiramos.
Encarquilhámos o sorriso.
Esquecemos a alegria.
Domesticámos as emoções.
Temos carros, casas,
electrodomésticos.

Temos empréstimos. Muitos.
Temos filhos. Controlados
e distantes.
Conhecemos um só caminho,
ida e volta.
Repetido até à exaustão.
Foi isto que conquistámos afinal:
A liberdade de ser
absurdamente inexistentes.

07-12-2007

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Acomodou-se à vida como a um casaco de mangas compridas
que inevitavelmente se tornaram
ridiculamente curtas...

sábado, 11 de outubro de 2008

Poema da Aletria

É assim o poema
da aletria.
Amarelos fios
emaranhados
num prato redondo
e branco.
Quatro riscos
poeirentos
de canela
atravessando
o amarelo.
Quanto ao cheiro
e ao sabor,
lamento mas
não ficarão
no poema.
Não cabem em
nenhum verso.
É pena. Mas
falem com as
vossas avós...
Elas saberão
sempre completar
o poema da aletria.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

pés no céu. pintalgaste-me os pés de tinta dourada
escorrida das estrelas que escovavas
com acetona.
23/01/08