segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Mapa Mundi"

        Coimbra, julho12

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"Life Patchwork"

             Coimbra, Maio 13 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

"Love is a Losing Game" - Lado A

Amy Winehouse e Fernando Tordo?? Sim, pois é.

"Love is a Losing Game" - Lado B

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"Sombras de alguém", rolos perdidos com gente dentro


Fotografias reveladas de rolos antigos, perdidos ou esquecidos pelo mundo e pela vida, de gente, sítios, momentos anónimos. Filipe Bonito começa esta aventura, numa máquina usada que trazia consigo um rolo não revelado, e desde aí que colecciona máquinas com rolos dentro ou rolos por revelar. Fotos antigas e encantadoras, que ele traz de volta. Gente que talvez nunca as verá, sombras de si mesmo, "Sombras de alguém" como lhes chama. Alguns sítios já se conseguiram identificar, quem sabe se algum protagonista ou autor dessas fotos algum dia também. Para já ficam as fotos, cada um que invente a sua história...
Galeria aqui. Fotos do próprio também aqui.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"First Taste"

Não me lembro com que faria estas caretas em criança, mas mesmo agora se trincasse limão como um dos pequenitos, não deveria andar longe.
Vídeo de Saatchi & Saatchi, projecto "First Taste" feito para o TEDEx Sydney13.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

"Não Existe Amor em SP" - Criolo

Depois de outros cantarem São Paulo, como Caetano ou Rita Lee, este "Não existe amor em SP" do Criolo, é qualquer coisa de maravilhoso.
O disco completo  "Nó na Orelha" está disponível em download gratuito aqui.

E já agora, porque não, a entrevista que deu à Gabi, para conhecer a figura.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cavaco, qual montanha.

E Cavaco pariu um rato, um coelho e uma cagarra....

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"O amparo fica à porta"

Alpedrinha, Jun13

terça-feira, 11 de junho de 2013

Monte dos Cabaços C. Seleccionada 2007 Tinto






Monte dos Cabaços Colheita Seleccionada

Ano: 2007

Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Alicante Bouschet

Produtor: Monte dos Cabaços - Estremoz

Preço: 6,79€ (Auchan)

Nota de Prova: Cor carmim, límpido e brilhante. Contido no aroma, alguma fruta e acidez. Na prova revela algum álcool, muita jovialidade com uma acidez vincada. Corpo médio. Sabores a cereja, groselha, final especiado. Foi abrindo ao longo da prova, melhorando com arejamento, num vinho interessante, equilibrado mas a que falta algum corpo, maior densidade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

a poesia de Manoel de Barros

Diziam-me há uns tempos que isto agora é só tintos e morfes, defeito profissional justifiquei eu. Mas é facto (e Gil Miguel, não sei se continuas aí, mas espero que sim) que me afastei um pouco de outros temas, da vida real como dizem. Não é que julgue ter andado a perder grande coisa. Mas a poesia sim, confesso que às vezes ressaco dessa falta, talvez o meu eterno reduto, o meu vício visceral.
Por isso, a última compra para o meu esquisito imaginário pessoal: Poesia Completa de Manoel de Barros, pela Caminho.

Chegou até mim no Brasil, em dois pequenos livrinhos deliciosos (gastronomias à parte!) e deslumbrantes: Livro das Ignorãças e Ensaios Fotográficos. Não conhecia o autor, mas o objecto livro com aquelas ilustrações, agarraram-me no imediato. As palavras lá guardadas até hoje ficaram, duma singeleza infantil e poesia cristalina de grande assombro. Por isso, tinha de conhecer o resto, que é tanto.

A capa é esta 

POEMA
"A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios."

"Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria."

A mim basta-me, faz-me sereno e natural, como um regato por entre pedras. É isso, Manoel? Espero que sim...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"As chamadas "Delícias do mar", sob a forma de batons de cola ou rabos de lagosta, são um atentado à inteligência e um ultraje à cozinha."

...ainda do "Mariscos, os frutos do mar" de Mário Varela Soares. Ah pois é, não diria melhor!

Mariscos, os frutos do mar


A mais recente entrada na biblioteca (cada vez mais poeticamente gastronómica...), este "Mariscos, os frutos do mar" de Mário Varela Soares. Entre receitas e afins, retiro alguns apontamentos de uma interessante reflexão inicial acerca da alimentação e da vida actual, enfim do "mundo em que nós vivemos"...
Escreve ele:

"Estamos no reino da prestação, do nivelamento consumista, dos carros, dos artefactos televisivos, das máquinas, da aparência social do traje, do enfeite ou da marca: num espaço de incultura generalizada onde não se lê, não se conversa, não se pensa. Como se a trajectória da vida fosse um emprego, que não uma profissão, e o seu objectivo ir sacar à segurança social a sobrevivência da pensão."
"A comida quase que deixou de ser amigável, catalisadora do espaço de convívio ou da reunião familiar, para se resumir a uma mera ingestão de proteínas, vitaminas e nutrientes. Numa forma estandartizada em que o gosto já não é a alquimia dos tachos, mas a experiência dos laboratórios."

"Comer de pé voltado para uma parede contando os tostões e o tempo pode ser um acto de sobrevivência, mas não é um gesto humanizado."

"Os prazeres podem ser fortuitos, mas têm de ser digeridos, os alimentos podem ser simplistas, mas têm de ser saboreados. Por isso a refeição deve ser uma pausa contemplativa da nossa criatividade e do nosso poder de escolha. Uma pausa onde possamos exprimir, com gestos comedidos, toda a grandiosidade da existência."


"MARISCOS, os frutos do mar"
Mário Varela Soares
Colares Editora, 2000