segunda-feira, 11 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Terras d'Uva Rosé 2010 - Herdade da Mingorra
Vinho rosé muito bem elaborado, a partir de Aragonez. Brilhante e vibrante na cor rosada e carregada e bem viva. Aroma com fruta, bastante adocicado e envolvente. É cheio, fresco, mais doce e frutado do que seco ou mineral. Sabor evidente a groselha e morango maduro. Vinho com bom corpo, saboroso, fácil e directo, com grande aptidão para a mesa. Talvez lhe falte um pouco de acidez, mas não desilude e é um vinho feminino, jovem e elegante para um almoço de Verão. Uma nota para a imagem moderna e arrojada. Um rótulo atraente, magnífico, bem pensado, combinando letras brancas e rosas sobre fundo preto. Imagem e comunicação bem conseguidas, porque também disto se faz o vinho hoje em dia. Excelente relação preço-qualidade, uma boa compra por 2,89€.
Terras d'Uva Rosé 2010
Vinho Regional Alentejano
Henrique Uva/Herdade da Mingorra
12,5% alc. 2,89€
terça-feira, 14 de junho de 2011
Restaurante Mãe d'Água - Bombarral
O restaurante vem referenciado no guia "Boa Cama, Boa Mesa" e a descrição era convidativa: o facto peculiar de ter sido um antigo armazém de câmaras frigoríficas de pêra rocha agora transformado em restaurante, era quase um magnético chamariz. Apesar da localização não parecer corresponder, perdido que está na localidade de Sobral do Parelhão, Carvalhal, mesmo colado ao Bombarral, estando por essas bandas, decide-se arriscar... Por entre vinhedos e pereirais, terras cultivadas de verde dedicado, abre-se o apetite. Do Bombarral se segue em direcção a Óbidos, e logo à frente numa giratória rotunda, se corta à direita para o Carvalhal, onde a placa indica e não engana que estamos já perto da "aqua mater" ansiada.
Numa ligeira subida, ladeado por algumas casitas, lá aparece de frontispício altaneiro, o templo que buscámos.
Dia de semana, uma quarta-feira, passando das 21h, o risco era de facto grande. Mas a quantidade de carros e um grupo de aparentes comensais à porta, ali perdidos, foram o empurrão decisivo para mergulharmos de cabeça. Assim que se entra, um pequeno espelho de água com o nome do restaurante, envolvido em pedra mármore, e via de sentido único, as escadas mesmo de frente, levam-nos até ao patamar de cima, desaguando no balcão da casa, e mesmo no centro da sala de jantar. O impacto é magnífico, uma sala grande, com um pé direito impressionante, de pedra rústica, janelas altíssimas que dão para o vinhedo, terminando num tecto de traves de madeira. Uma sala perfeita, um espaço acolhedor, muito elegante e requintado, sem ser snob ou desconfortável. Decoração sóbria, armários de madeira (daqueles das mercearias antigas) com alguns vinhos da carta, e alguma loiça, um sobreiro só com os ramos, com luzes como folhas. Na parte de cima do balcão ainda aparece outra sala, uma espécie de mezzanine com menos mesas, com vista elevada de todo o espaço. A sala está cheia, mas tranquila, enfim, a ambiência ideal para um esplêndido repasto. O acolhimento é afável e muitíssimo simpático, e pelas reticências na escolha, quase todos os pratos são descritos ao pormenor. A carta é original, não vai em modas ou lugares-comuns, nota-se o cuidado em fazer diferente, em se distinguir mesmo sem concorrência aparente. Bastantes opções, quer no peixe quer na carne, optamos por um "Esparguete com Amêijoas" (14€) e "Bife da Vazia com Molho de Pimenta" (10,50€), para simplificar. Queijinho de Nisa e pão de qualidade como couvert; empadinhas e paté de marisco e atum (julgo eu, porque devolvemos à procedência estes últimos).
O esparguete vem em prato largo, cuidadamente apresentado, com alguns canónigos, quartos de limão em torno, e as amêijoas com o verde dos coentros picados. Estava magnífico, simples e delicioso. O esparguete cozido no ponto (parece simples, mas poucas vezes acontece), envolvido por amêijoas deliciosas, abertas simplesmente à Bulhão Pato, com os sabores todos lá, ligeiramente picante, com o fresco dos coentros, e o marisco com cozedura breve idealmente temporizada. Perfeição é a avaliação correcta deste prato.
De seguida, o bife da vazia. Carne de excelente qualidade, cozinhada no ponto, tenra e suculenta, com um molho de natas e pimenta rosa, muito suave, leve, sem ter ensopado a carne. Revela mestria na cozinha e confirma a qualidade dos ingredientes, a simplicidade na sua transformação, segredo difícil de alcançar desta forma. Acompanhado com batata frita "pála-pála" ou dita "chip" caseira e um delicioso esparregado de nabiças. Tudo perfeitamente conseguido e equilibrado.
Das várias opções de sobremesas, acabámos por escolher um leite-creme caseiro (3€), mais uma vez muito bem feito, num prato diferente do habitual, para um final em beleza.
Quanto à carta de vinhos, é extensa, e felizmente com grande destaque para os vinhos da região, apesar de referências de todo o país. O Prova Régia Arinto&Chardonnay 2007 da Quinta da Romeira (Companhia das Quintas), um branco fresco e mineral, acompanhou como uma luva toda a refeição, com preço justíssimo (12,50€). Servido na temperatura ideal, colocado em frapé na mesa, copos correctos. (prova detalhada aqui)
Enfim, uma refeição inesquecível, sem mácula, sem falhas, com comida de grande qualidade e sem rodeios, elegantemente simples e sabiamente confeccionada, num espaço único e que justifica plenamente uma visita, por desvio ou mesmo por romaria propositada. Serviço simpático, familiar, do melhor que já vi. Preços perfeitamente aceitáveis e correctos para a qualidade. Altamente recomendado.
Mãe d'Água é por definição, uma nascente ou reservatório de água de onde sai para ser distribuída por canais secundários. Aqui estabelece-se como reservatório de comida e gastronomia nacional de grande valor e identidade. Que assim perdure, intocável...
Restaurante Mãe d'Água
Sobral do Parelhão
Rua 13 de Maio 26
2540-467 CARVALHAL
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Vinho Verde, a pomada do Verão!
Da Adega Cooperativa de Ponte da Barca, essa belíssima localidade, este é um verde fantástico.Vinho maravilhoso. Fresco, mineral, frutado. Um vinho muito elegante, leve e com aromas vincados de citrinos e papaia. Cor muito suave, límpida e jovem. O paladar denota claramente um domínio de citrinos, mas muito bem equilibrados e saborosos, com a acidez no ponto. Este vinho, nesta versão de Meio Seco, é fantástico. Muito, muito agradável e com um preço simplesmente fenomenal (1,99€), que o tornam uma aposta fantástica para o Verão. Ideal para comidas mais leves, uns camarões com maionese e limão, tártaro de salmão, ceviche, ostras, etc. que ligarão na perfeição com a acidez citrina e equilibrada do vinho.
Altamente recomendado, para que comecem a preparar o Verão como deve ser...
mais info aqui
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Vinhos
quinta-feira, 2 de junho de 2011
1,2,3 clear... choc.
Tentarei reactivar o Livro de Assentar. É a segunda reanimação, agora com choques eléctricos...
Fiquei curioso, ao perceber a nova secção do blogger em que aparece a estatística do blog, e é espantoso. Não tinha ideia que ainda tinha tantas visitas (mesmo sem escrever nada há muito tempo, 200 visitas mensais em média).
E dá para saber até de onde vêm para aparecerem aqui.
E fiquei muito contente, por saber que o meu post com maior número de visitas de sempre é este:
E das duas uma, ou o livro é para muita gente uma obra-prima (como para mim...) ou há muito pouca informação na net sobre ele, e vem tudo parar aqui.
Seja como for, gostei.
A utopia das Cores (do fundo do baú...)
Zacarias, o Zepelim amarelo
Expelindo uma fumaça multicor
Atravessa o céu, verde de raiva.
Martins, o Cavalo escrivão
Logo espreitando a zunideira
Empurra os óculos para perto da cara
E eloquente:
- Aquele Chico não endireita!
Ali, toda a gente sabia.
Chico, o Macaco gasolineiro
Sempre tinha uma mania sem emenda
E dava em atestar com latas de arco-íris
Em vez de gasolina.
Osvaldo, o velho Mocho
já sentenciara peremptório:
Chico era um utópico da cor!
30-10-2007
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Learn Something Every Day
O projecto "Learn Something Every Day" apresenta no site um facto peculiar todos os dias, através destas tiras coloridas com uma frase simples. Depois, podem ser compradas tshirts imprimidas com a imagem, e também sugerir frases e personalizar as tshirts. Um pouco à imagem da CãoAzul em Portugal. Gosto, sobretudo, pela estupidez e non-sense propositada dos factos. Como num qualquer jornal nacional...
quarta-feira, 31 de março de 2010
novas entradas na biblioteca
Últimas aquisições para a biblioteca gastronómica e afins...
ERVAS E MEZINHAS, na Cozinha e na Saúde
M. Margarida Pereira-Muller, Colares Editora

PVP 16€ na FNAC
Excelente livro, com todas as ervas aromáticas utilizáveis na cozinha que devemos conhecer, com características biológicas, história e receitas medicinais e culinárias. Um livro muito completo e simplificado, que já fazia falta...
VOLÚPIA (A NONA ARTE - A GASTRONOMIA)
Albino Forjaz de Sampaio, Notícias Editorial
PVP 13€ na FNAC
Um livro de 1940, com esta nova edição em 2000. Com vários textos em jeito de crónicas de gastronomia, histórias, passagens, receitas, passando pela tradição da cozinha portuguesa e a cozinha internacional. Um livro de uma figura de grande cultura e sensibilidade, que fixou em texto esse gosto e respeito pela mesa e pela comida.
domingo, 21 de março de 2010
primavera
Comecemos a Primavera como se deve começar. Comecemos com poesia, comecemos com Eugénio de Andrade.
ESCRITO NO MURO
Procura a maravilha.
Onde a luz coalha
e cessa o exílio.
Nos ombros, no dorso,
nos flancos suados.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
Ou a sombra espessa.
Na laranja aberta
à língua do vento.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
in Obscuro Domínio
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Alice in Wonderland - Tim Burton
Alice in Wonderland é um belíssimo filme. Não é o melhor de Tim Burton; não tão romanticamente belo e profundo como Big Fish ou tão inovador como Eduardo Mãos-de-Tesoura, mas é maravilhoso. Muito bem criado e pensado, tem momentos brilhantes. Ainda assim, penso que torna tudo um pouco "adulto" de mais, e perde aquela inocência e toque mágico da Alice dos desenhos animados, e considero que ganharia em apostar nessa meninice mais acentuada em alguns momentos. Sendo a comparação inevitável, como é óbvio, de qualquer modo, alguns personagens estão fabulosos e perfeitamente conseguida a sua reinvenção, e é disso que se trata. O Chapeleiro é genial, o sotaque, o cabelo, os olhos, lindo. A Rainha de Copas também fantástica, ou não fossem Johnny Depp e Helena Bonham Carter os grandes parceiros de Burton e contribuidores da concretização da sua obra, em mais um filme.
A menina Alice está irrepreensível, deixando de lado a tentação perigosa de lamechice foleira ou doçura enjoativa, e revelando uma Alice lutadora, entre realista e idealista que permite todas as interpretações da autora e várias nuances que se apresentam escondidas na história e nos personagens.
Irritante e descabida é aquela coisa dos óculos catitas 3D. É o primeiro filme que vejo desta forma, e confesso que achei ridículo e forçado. Não me parece que o filme ganhe com esta coisa da tridimensionalidade, e dá ideia que colocaram umas coisitas em 3D para que assim fosse, já que é agora o que está na berra, e sempre se vendem mais uns milhões valentes de óculos... Enfim, apesar de tudo, os óculos valem quando surge no écran o encantador Gato Cheshire, e aí sim, a coisa ganha impacto e profundidade num gato que está brilhante e que justificaria por si só, a ida ao cinema...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Eat The World
Eat The World - Um projecto fascinante de duas pessoas. Uma viagem de 365 dias percorrendo 23 países... Uma jornalista e um chefe de cozinha viajam a culturas diferentes e contactam com realidades e gastronomias diversas. Dormem em casas de famílias, apenas. O objectivo? Conhecer, provar, ou como eles dizem: Humanizar a Cozinha. Simplesmente admirável e invejável.
Um site aqui para melhor conhecerem o projecto. Leiam no separador "Cozinha" o texto "Os Caldos" que vale cada palavra: "Acreditamos que a cozinha é continuidade do que somos: da nossa herança familiar, cultural, histórica, religiosa. Ou seja, da nossa alma, corpo e espírito. Somos contra todo o tipo de fundamentalismos e ideias pré-concebidas. São tão incomodativos os trogloditas que definem alta cozinha como "a ervilha perdida no canto do prato" como os pseudo-gourmets que não vêem a profunda magia de uma refeição caseira.
Acreditamos que boa cozinha se faz com trabalho, bons ingredientes, persistência, calma e, acima de tudo, trabalho de equipa. Acreditamos que o caro ou barato de uma refeição não se mede pelo dinheiro que largamos, mas sim pela memória que dela guardamos."
E um blog da viagem aqui.
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quinta-feira, 4 de março de 2010
ESSÊNCIA DO VINHO 2010
ESSÊNCIA DO VINHO 2010 - PALÁCIO DA BOLSA - PORTO
Começou hoje e até dia 7 de Março, o grande evento de divulgação do vinho no Porto. 3000 vinhos de 350 produtores, gastronomia, etc.
Mais info aqui
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O Último Girassol
Hoje vomitei um líquido esverdeado
Eram as primeiras folhas
Estou prestes a florir
Jorge Sousa Braga, in "O Poeta Nu"
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
carta de condução
Comecei a tirar a carta de condução... Caso para dizer: estou a ficar um homem...
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Restaurante Manifesto, Chefe Luís Baena

O novo restaurante Manifesto do Chefe Luís Baena, parece fabuloso.
Esteticamente arrojado, um elogio à arte pop, é uma loucura saudável, uma irreverência que não se costuma ver em Portugal e que se impõe de facto como um manifesto, um conceito diferente e bem estruturado.
Valerá uma visita, sem dúvida, por tudo o que o envolve e poderá proporcionar. Um passo em frente naquilo que é o encontro cada vez mais coerente entre cozinha e arte.
Algumas fotografias (incluindo esta que retirei de lá) bem demonstrativas aqui
Em Lisboa, no Largo de Santos.
Sobre o Chefe Luís Baena
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