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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A "Quinta de Contos" da Camaleão não pode acabar...

A notícia é triste e lamentável: a Camaleão, associação cultural de Coimbra, vê-se obrigada a suspender a iniciativa "Quinta de Contos" que promovia no Ateneu de Coimbra desde 2001, por falta de condições financeiras, sem qualquer apoio de outras instituições, sobretudo a CMC. 


A Quinta de Contos acompanhou a minha vida em Coimbra ao longo destes anos, e apesar de mais recentemente não ter possibilidade de ir, sempre ficava aquela nostalgia de querer ir, e de pelo menos, saber que lá estava, como um sonho bom.
Não sei quando foi a primeira vez, mas de certeza que terá sido mágica, como todas as outras que se seguiram.
A iniciativa da Camaleão no espaço do Ateneu de Coimbra é daqueles milagres que estão a um simples passo de nós, basta que subamos a escada junto ao largo da Sé Velha, para aquele mundo encantado. Assim, tão fácil e desgarrado, numa generosidade desmesurada de quem a fazia acontecer todos os meses. Assisti a momentos únicos de arte, convívio, comunhão em volta da palavra dita. Riso, comoção, gargalhada sincera e lágrima ao canto do olho, lições de vida, humanidade pura naqueles minutos em que os contadores se dispõem e entregam a dar um pouco de si, das suas histórias e de outros que lhes chegam ou até que inventam. Lembro-me bem da Helena (voz de algodão doce, de outro mundo), do Geraldo sempre com o humor afiado em notas de ironia genial (os dois principais impulsionadores do projecto, sempre presentes), dos convidados especiais: o Serafim, o Quico Cadaval, tantos outros, num espaço único e aconchegante que precisava também de ser vivido, de ser ocupado de vida, de companhia. E estas quintas eram também um pouco disso. Sempre acompanhado de um Porto ou um Favaios a preço de amigo, a noite iluminava-se naquele palco ao nível do chão, naquele calor de ouvidores que se juntava em grande número.
E sempre sempre, de forma gratuita. Talvez que se consiga retomar, mesmo sem apoio, não sei se com a cobrança simbólica às entradas (se soubesse que assim funcionava, sem qualquer apoio, teria tido todo o gosto em ter contribuído pagando algo à entrada), mas percebo que esse não é o espírito. Apesar de julgar que teriam a compreensão dos participantes e a adesão continuaria. 
Espero que alguma coisa se possa fazer, porque esta iniciativa não pode morrer, é muito, é demasiado o que se perde e espero que se consiga forma de continuar a desfiar contos e vida no Ateneu de Coimbra. Só uma vez por mês, mas que era tanto tanto.. numa cidade onde falta cada vez mais sonho e palavras de esperança.

Notícia aqui

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

À mesa, como na vida...

"S. E. Ruffini era um fino gastrónomo dotado de um apetite de passarinho; Don Calogero um comilão para quem o requinte de uma refeição contava menos que a quantidade de comida no prato.
A caldeirada de peixe branco tinha a untuosidade que deleitava o cardeal. Don Calo renunciara a servir-se da faca de peixe em benefício de um só garfo, mais um bocado de pão para arrastar.
(...)
A seguir à caldeirada vieram enrolados de carne com alcachofras e Don Calo contemplava o seu prato com o desespero de um glutão lesado por um gastrónomo. Terminado o almoço, prometeu a si próprio mandar servir no hotel Sole uma refeição à sua altura, com um bife de, pelo menos, quatrocentos gramas."
                    tirada do livro "A Mafia senta-se à Mesa - histórias e receitas da onorata societá" de Jacques Kermoal e Martine Bartolomei.

Uma das cenas em que a máfia, pela pessoa de Don Calogero, se senta à mesa do clero cúmplice, genial pela forma como apresenta e espelha esta tão distinta forma de comer, de olhar a comida enquanto acto social, no fundo, duas formas perfeitamente antagónicas de estar à mesa e na vida.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Biblioteca mais recheada...

Novas entradas na biblioteca! Finalmente, o tão procurado e difícil de encontrar "Livro de Bem Comer" de José Quitério, Assírio & Alvim 1987 e a "Arte de comer em Portugal na Idade Média" de Salvador Dias Arnaut, INCM 1986. Duas preciosidades, de que darei conta após deliciosa leitura.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cristina Branco e a Branca Aurora

A Gisela João veste como a Björk, mas a Cristina Branco canta que até dói. 
É o que eu acho.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A "pura falta" de Manuel António Pina

Na minha biblioteca socorro-me de Manuel António Pina e percebo que "Todas as palavras" apesar de tudo foram poucas, e que mesmo com o tanto que deixaste, tanta falta fazes cá. Apesar de tudo...


"A pura falta"


Tudo é sabido onde
alguma coisa fala de si própria
e de falar de isso
e de falar de falar.

Aquilo que está cada vez mais longe,
a pura falta de coisa nenhuma,
é o que Conhece e É
a sua indizível inexistência.

Nós, os maus, onde
                                         é fora de fora de tudo,
                                         eternamente regressamos
                                         ao sítio de onde nunca saímos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"Bronson" - o Filme e o Personagem

O filme estava quase no fim, mas não deixei de ficar fascinado pelos poucos minutos de "Bronson". Filme de 2008, do realizador Nicolas Winding Refn que recria de forma estilizada a vida de "Charlie Bronson", de nome verdadeiro Michael Peterson,  considerado o prisioneiro mais violento do Reino Unido. 
Adquiriu este nickname nas lutas de boxe clandestinas, em referência ao conhecido "actor" e a história é simples: um assalto à mão armada ao posto dos correios (em 1974), dariam sete anos de pena de prisão, mas pela agressividade e crimes repetidos na prisão, chegando mesmo a sequestrar o professor de arte da mesma (esta é a cena genial que apanho já quase no final do filme) ficou preso até aos dias de hoje, grande parte do tempo em confinamento solitário. 
Bronson foi desenvolvendo um alter ego e tentou sempre combater o sistema, revelando uma personalidade excêntrica em muitos aspectos mas que se espelhou também na produção de arte. Uma figura especial, incrivelmente interpretada por Tom Hardy, que vale a pena conhecer. Toda a sua biografia, trabalhos que desenvolveu desde arte à poesia, livros dele e sobre ele, merchandising e trabalhos que inspirou, no site sobre esta personagem. 

Continuam as campanhas para a sua libertação mas sem sucesso. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"As Esganadas" de Jô Soares

Jô Soares volta com novo policial "As Esganadas", pela Editorial Presença que também reedita toda a sua obra anterior. Num tom leve e divertido, apesar da temática do assassinato em série, Jô traz-nos um livro "fácinho" de ler em que o assassino é conhecido à partida, a sua motivação também e onde existem curiosidades interessantes para nós, portugueses.
Passado em pleno Estado Novo brasileiro, na ditadura de Getúlio Vargas (época que muito interessa ao autor) as referências a Portugal são muitas e diversas: desde o delicioso pormenor de as vítimas além de mortas trazerem à sua morte um qualquer doce português que lhes "enche as medidas" de uma ou outra forma; até à participação de um inspector português Tobias Esteves que Jô fantasia como sendo o próprio "Esteves sem metafísica" da Tabacaria de Álvaro de Campos, e que ajuda na investigação e captura do culpado, perfumando o romance com um humor non-sense constante; passando pela presença de Vasco Santana (apresentando uma revista à portuguesa no Rio Janeiro) ou Manoel de Oliveira (sim, o realizador) como corredor de automóveis no Circuito da Gávea. 
Uma escrita despretensiosa, bem humorada num enredo interessante e que nos envolve até chegarmos ao fim.

PVP 13€; Edição da Editorial Presença 2013


segunda-feira, 29 de julho de 2013

"Não Existe Amor em SP" - Criolo

Depois de outros cantarem São Paulo, como Caetano ou Rita Lee, este "Não existe amor em SP" do Criolo, é qualquer coisa de maravilhoso.
O disco completo  "Nó na Orelha" está disponível em download gratuito aqui.

E já agora, porque não, a entrevista que deu à Gabi, para conhecer a figura.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

a poesia de Manoel de Barros

Diziam-me há uns tempos que isto agora é só tintos e morfes, defeito profissional justifiquei eu. Mas é facto (e Gil Miguel, não sei se continuas aí, mas espero que sim) que me afastei um pouco de outros temas, da vida real como dizem. Não é que julgue ter andado a perder grande coisa. Mas a poesia sim, confesso que às vezes ressaco dessa falta, talvez o meu eterno reduto, o meu vício visceral.
Por isso, a última compra para o meu esquisito imaginário pessoal: Poesia Completa de Manoel de Barros, pela Caminho.

Chegou até mim no Brasil, em dois pequenos livrinhos deliciosos (gastronomias à parte!) e deslumbrantes: Livro das Ignorãças e Ensaios Fotográficos. Não conhecia o autor, mas o objecto livro com aquelas ilustrações, agarraram-me no imediato. As palavras lá guardadas até hoje ficaram, duma singeleza infantil e poesia cristalina de grande assombro. Por isso, tinha de conhecer o resto, que é tanto.

A capa é esta 

POEMA
"A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios."

"Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria."

A mim basta-me, faz-me sereno e natural, como um regato por entre pedras. É isso, Manoel? Espero que sim...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mariscos, os frutos do mar


A mais recente entrada na biblioteca (cada vez mais poeticamente gastronómica...), este "Mariscos, os frutos do mar" de Mário Varela Soares. Entre receitas e afins, retiro alguns apontamentos de uma interessante reflexão inicial acerca da alimentação e da vida actual, enfim do "mundo em que nós vivemos"...
Escreve ele:

"Estamos no reino da prestação, do nivelamento consumista, dos carros, dos artefactos televisivos, das máquinas, da aparência social do traje, do enfeite ou da marca: num espaço de incultura generalizada onde não se lê, não se conversa, não se pensa. Como se a trajectória da vida fosse um emprego, que não uma profissão, e o seu objectivo ir sacar à segurança social a sobrevivência da pensão."
"A comida quase que deixou de ser amigável, catalisadora do espaço de convívio ou da reunião familiar, para se resumir a uma mera ingestão de proteínas, vitaminas e nutrientes. Numa forma estandartizada em que o gosto já não é a alquimia dos tachos, mas a experiência dos laboratórios."

"Comer de pé voltado para uma parede contando os tostões e o tempo pode ser um acto de sobrevivência, mas não é um gesto humanizado."

"Os prazeres podem ser fortuitos, mas têm de ser digeridos, os alimentos podem ser simplistas, mas têm de ser saboreados. Por isso a refeição deve ser uma pausa contemplativa da nossa criatividade e do nosso poder de escolha. Uma pausa onde possamos exprimir, com gestos comedidos, toda a grandiosidade da existência."


"MARISCOS, os frutos do mar"
Mário Varela Soares
Colares Editora, 2000


terça-feira, 4 de outubro de 2011

BÉTULA 2010, Quinta do Torgal




Chamar-se Bétula a um vinho, é meio caminho andado para captar a atenção, se for biólogo então é conquista certa. Um nome original, vegetal e que remete para frescura e ao mesmo leveza. Imponência e tranquilidade. Uma imagem muito bem conseguida, atenta aos pormenores, desde o rótulo simples mas apelativo, à cápsula de um verde vibrante com preto gravado. A rolha, sim a rolha é essencial, e quando é boa cortiça deve ser referida. É o caso. Mas falemos do líquido, que é para isso que cá estamos...

Um branco marcante. Feito de Sauvignon Blanc e Viognier em partes iguais, consistente, muito bem conseguido. Cor citrina e brilhante, já com algum desenvolvimento e opacidade. Nos aromas é discreto, notando-se tons amendoados e de baunilha com alguma maçã. Um sabor vibrante, perfeitamente equilibrado e muito prolongado. Bastante secura, elegante e mineral, com amêndoa e oleaginosas, quase resina, cedros. Combinados com um final citrino e muito agradável e que envolve o palato. Um vinho complexo, com uma prova que se prolonga e que espanta pela densidade e pelo corpo muito marcado. Grande personalidade, facilmente degustado a solo ou companheiro imbatível e altamente polivalente à mesa, pelas infinitas nuances que apresenta mas sempre com coerência e grande equilíbrio. Enfim, altamente recomendado, como se diz agora um daqueles brancos a fazer esquecer os tintos...


Bétula Branco 2010
Produtor: Quinta do Torgal - Barrô/ Catarina Montenegro
Região: Vinho Regional Duriense
Castas: 50% Viognier/ 50% Sauvignon Blanc
Álcool: 12,5%
Preço: 12-15€
Código AVIN:AVIN0852646792340
(Nota: este vinho foi amavelmente oferecido pela produtora Catarina Montenegro, a quem agradeço a simpatia da partilha)





quarta-feira, 31 de março de 2010

novas entradas na biblioteca

Últimas aquisições para a biblioteca gastronómica e afins...

ERVAS E MEZINHAS, na Cozinha e na Saúde
M. Margarida Pereira-Muller, Colares Editora

PVP 16€ na FNAC

Excelente livro, com todas as ervas aromáticas utilizáveis na cozinha que devemos conhecer, com características biológicas, história e receitas medicinais e culinárias. Um livro muito completo e simplificado, que já fazia falta...

VOLÚPIA (A NONA ARTE - A GASTRONOMIA)
Albino Forjaz de Sampaio, Notícias Editorial
PVP 13€ na FNAC

Um livro de 1940, com esta nova edição em 2000. Com vários textos em jeito de crónicas de gastronomia, histórias, passagens, receitas, passando pela tradição da cozinha portuguesa e a cozinha internacional. Um livro de uma figura de grande cultura e sensibilidade, que fixou em texto esse gosto e respeito pela mesa e pela comida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Alice in Wonderland - Tim Burton

Alice in Wonderland é um belíssimo filme. Não é o melhor de Tim Burton; não tão romanticamente belo e profundo como Big Fish ou tão inovador como Eduardo Mãos-de-Tesoura, mas é maravilhoso. Muito bem criado e pensado, tem momentos brilhantes. Ainda assim, penso que torna tudo um pouco "adulto" de mais, e perde aquela inocência e toque mágico da Alice dos desenhos animados, e considero que ganharia em apostar nessa meninice mais acentuada em alguns momentos. Sendo a comparação inevitável, como é óbvio, de qualquer modo, alguns personagens estão fabulosos e perfeitamente conseguida a sua reinvenção, e é disso que se trata. O Chapeleiro é genial, o sotaque, o cabelo, os olhos, lindo. A Rainha de Copas também fantástica, ou não fossem Johnny Depp e Helena Bonham Carter os grandes parceiros de Burton e contribuidores da concretização da sua obra, em mais um filme.
A menina Alice está irrepreensível, deixando de lado a tentação perigosa de lamechice foleira ou doçura enjoativa, e revelando uma Alice lutadora, entre realista e idealista que permite todas as interpretações da autora e várias nuances que se apresentam escondidas na história e nos personagens.
Irritante e descabida é aquela coisa dos óculos catitas 3D. É o primeiro filme que vejo desta forma, e confesso que achei ridículo e forçado. Não me parece que o filme ganhe com esta coisa da tridimensionalidade, e dá ideia que colocaram umas coisitas em 3D para que assim fosse, já que é agora o que está na berra, e sempre se vendem mais uns milhões valentes de óculos... Enfim, apesar de tudo, os óculos valem quando surge no écran o encantador Gato Cheshire, e aí sim, a coisa ganha impacto e profundidade num gato que está brilhante e que justificaria por si só, a ida ao cinema...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Eat The World

Eat The World - Um projecto fascinante de duas pessoas. Uma viagem de 365 dias percorrendo 23 países... Uma jornalista e um chefe de cozinha viajam a culturas diferentes e contactam com realidades e gastronomias diversas. Dormem em casas de famílias, apenas. O objectivo? Conhecer, provar, ou como eles dizem: Humanizar a Cozinha. Simplesmente admirável e invejável.
Um site aqui para melhor conhecerem o projecto. Leiam no separador "Cozinha" o texto "Os Caldos" que vale cada palavra: "Acreditamos que a cozinha é continuidade do que somos: da nossa herança familiar, cultural, histórica, religiosa. Ou seja, da nossa alma, corpo e espírito. Somos contra todo o tipo de fundamentalismos e ideias pré-concebidas. São tão incomodativos os trogloditas que definem alta cozinha como "a ervilha perdida no canto do prato" como os pseudo-gourmets que não vêem a profunda magia de uma refeição caseira.
Acreditamos que boa cozinha se faz com trabalho, bons ingredientes, persistência, calma e, acima de tudo, trabalho de equipa. Acreditamos que o caro ou barato de uma refeição não se mede pelo dinheiro que largamos, mas sim pela memória que dela guardamos."
E um blog da viagem aqui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ione Rucquoi - Fotografia


"Crabbie"

A fotografia de Ione Rucquoi é extraordinária. Grotesca, dura e crua, com imagens fortes e intensas, personagens e histórias criadas de forma magnífica. Depois da Paula Rego do futebol, esta bem podia ser a Paula Rego da fotografia...



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Reportagem FIM DE LINHA

Para quem não viu, a reportagem transmitida pela SIC sobre a triste e idiota realidade portuguesa das linhas de comboio desactivadas, com ênfase para a Linha do Tua, por comparação com Espanha. É impressionante como uma empresa como a Refer/CP que paga absurdos a administradores no activo e rescisões milionárias a ex-administradores, numa descarada roubalheira (como diria o outro) não perceba a insignificância de investimento para manutenção destas linhas, com uma possibilidade de retorno em turismo e outras actividades associadas. E que um governo não faça nada, e um PR tenha apenas, a este respeito, infelizes declarações.
Para ver aqui, aqui ou no site da sic aqui.
Para apoiar aqui

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Febrada Medieval em Santa Maria da Feira

Começou ontem a gigante febrada medieval em terras de Santa Maria...
De 30 de Julho a 9 de Agosto.
Lá estarei para o belo porco no espeto e sangria em copo de barro. Que mais quer o pobão senão isso??

Edgar Martins, New York Times e o Photoshop

Uma polémica e discussão bastante interessante sobre a manipulação de fotografia. A propósito da utilização de fotografias manipuladas digitalmente por Edgar Martins (vencedor do BES PHOTO no ano passado) num trabalho de fotojornalismo para o New York Times.
Vi o trabalho dele há uns tempos aqui por Coimbra, no CAV e adorei. Fotografias grandes, limpas, iconográficas, estáticas e densas. Mas percebo perfeitamente os argumentos e posição defendida na diferença substancial entre arte e fotojornalismo. E penso que a discussão é actual e lógica. E promete ser longa...
Já agora, o site do fotógrafo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Camões, o arrebanhar de mulheres, ou o fogo que arde sem se ver

Uma das coisas que nunca pensei assistir na vida seria ouvir o Fernando Alvim perguntar ao Vasco Graça Moura "E o Camões, safava-se???" referindo-se à temática tão específica e comovente de "arrebanhar mulheres". Mas vi. Que maravilha...

terça-feira, 21 de julho de 2009